Terremoto: Venezuela entra no 3º dia de buscas com apoio internacional

Wait 5 sec.

A Venezuela chega neste sábado (27/6) ao 3° dia de buscas pelos desaparecidos após os dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24/6). Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 50 mil pessoas estão sem dar notícias. Até o momento, o governo venezuelano confirmou 920 mortos e 3.360 feridos.Neste sábado (27/6), o Brasil envia mais um avião ao país com a estrutura de um hospital de campanha da Marinha. Profissionais de saúde, remédios e insumos médicos e purificadores de água também também estarão na carga. Ontem, o Brasil enviou 44 profissionais especializados em resgates, seis cães farejadores e cerca de 12 toneladas de materiais de apoio utilizados em missões de emergência.Além do Brasil, diversos países estão enviando apoio à Venezuela. A Colômbia mandou um grupo de elite de busca e resgate, o Chile enviou uma unidade especializada do corpo de bombeiros chileno, El Salvador, 300 socorristas e paramédicos, o México, dois aviões da Força Aérea do país, o Peru, uma equipe de resgate e os Estados Unidos afirmaram que vão fornecer US$ 150 milhões em ajuda. Na Europa, nações como Holanda, Espanha, Itália e França também estão mandando socorristas e ajuda humanitária.“Entre hoje e amanhã, praticamente dez países adicionais se juntarão a esses esforços de resgate”, informou a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, durante a madrugada deste sábado (27/6). Leia também MundoIntegrantes de banda de rock morrem após terremoto na Venezuela Minas GeraisPastor de Minas Gerais é uma das vítimas do terremoto na Venezuela MundoTerremoto na Venezuela: mulher dá à luz após ser resgatada de escombros Fábia OliveiraBrasileiros prestam apoio a jogador após família sumir em terremoto Os impactos do terremotoDe acordo com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o desastre deixou mais de 4 mil cidadãos desabrigados e provocou danos estruturais em  1.423 edifícios, incluindo residências, hospitais e diversos centros comerciais.Nesta sexta-feira (26/6), o governo venezuelano limitou o acesso à La Guaira, região mais afetada pelos desmoronamentos. A intenção é controlar o fluxo de pessoas e organizar as operações de resgate.Em pronunciamento na madrugada deste sábado, a presidente Delcy Rodríguez disse que a “situação no estado de La Guaira exige atenção especial”. O local foi declarado como zona de desastre. Segundo ela, 14 mil agentes, entre militares e policiais, estão na região.Um cadastro para voluntários foi aberto e, segundo a presidente, centenas de pessoas já se inscreveram. Muitos  cidadãos também estão fornecendo suas motocicletas para fazer o transporte de suprimentos. Eles receberão um colete de identificação para ter livre circulação.5 imagensFechar modal.1 de 5Registro de destruicao após terremoto na VenezuelaCarlos Becerra / Los Angeles Times via Getty Images2 de 5Homem caminha entre os escombros de prédios demolidos após um terremoto de magnitude 7,2 atingir a VenezuelaJesus Vargas/Getty Images3 de 5Pessoas buscam por vítimas entre os escombros após terremoto de magnitude 7,2 atingir a VenezuelaJesus Vargas/Getty Images4 de 5Homem segura uma vítima após terremoto de magnitude 7,2 atingir a VenezuelaJesus Vargas/Getty Images5 de 5A missão brasileira reúne bombeiros militares de diferentes estados, profissionais da Defesa Civil e especialistas em telecomunicações.Divulgação / FAB“Pessoas com conhecimentos especializados ou meios de apoio específicos que sejam necessários aqui podem dirigir-se ao Poliedro para se cadastrar na plataforma. O mesmo vale para os motociclistas — homens e mulheres — que têm desempenhado um papel fundamental de solidariedade, colocando seus veículos à disposição do Estado neste momento de necessidade”, disse Delcy.A presidente reforçou a corrida contra o tempo parar resgatar as pessoas que estão soterradas. “O mais importante — e estrategicamente fundamental, como dissemos desde o primeiro momento — é a prioridade do processo de resgate daqueles que ainda estão vivos. Essa é a nossa prioridade”, afirmou.