Em meio a onda de calor, Paris proíbe consumo de álcool

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Enquanto parte do Brasil vive uma onda de frio, a Europa sofre com uma onda de calor prolongada. Nas últimas semanas, houve registros de escolas fechadas, hospitais sobrecarregados e adiamento de eventos oficiais em diversas cidades. Na França, mais de 50 pessoas se afogaram enquanto tentavam se refrescar para escapar do calor recorde. Entre as medidas preventivas, chamou a atenção um decreto da prefeitura de Paris que proíbe o consumo de álcool em espaços públicos.Na última quarta-feira (24), a temperatura atingiu 40,3°C na capital da França. O alerta já havia soado após a Météo-France, serviço nacional de meteorologia do país, emitir um alerta vermelho para todos os departamentos da região de Île-de-France. O nível vermelho corresponde a uma onda de calor extrema, excepcional por sua duração, intensidade e extensão geográfica.Em comunicado à imprensa, a prefeitura afirmou que “embora os idosos, os isolados ou os frágeis sejam os primeiros a serem expostos aos riscos associados ao calor, a cidade de Paris lembra que este episódio também afeta os mais jovens e aqueles que aparentemente gozam de boa saúde”. Desta forma, além das recomendações de praxe, como beber água e limitar o esforço físico, a cidade lançou uma série de medidas para que, por exemplo, as pessoas tenham acesso a salas refrigeradas em áreas administrativas do poder público, além de bibliotecas, museus e piscinas.A proibição do consumo de álcool visa “aliviar a pressão sobre o sistema de saúde”. A gestão justifica que os serviços de emergência e resgate estão totalmente mobilizados em resposta à onda de calor e que tanto o Corpo de Bombeiros de Paris quanto os serviços de emergência dos hospitais parisienses estão aumentando suas intervenções e prestando atendimento em resposta à demanda. Em relação aos bombeiros, em particular, a capacidade está quase completamente saturada, apesar do aumento do efetivo, e ainda há uma emergência logística (gelo e equipamentos), visto que o consumo diário de gelo é essencial para resfriar as vítimas. Leia também: 1.Médicos criam guia para empresas sobre calor e saúde 2.Mais vulneráveis têm menos chances de fugir do calor A proibição entretanto não se aplica às partes dos espaços públicos normalmente ocupadas por restaurantes e bares que possuam as licenças necessárias.Água e árvores para refrescarAinda no decreto, a prefeitura ressalta que a Agência Regional de Saúde da Île-de-France recomenda a abstinência total do consumo de álcool, que “combinado com a exposição prolongada a altas temperaturas externas sem períodos suficientes de clima mais ameno, pode levar a complicações como fadiga, dores de cabeça, tonturas, desidratação, insolação, agravamento de condições pré-existentes ou hipertermia, que, nos casos mais graves, podem levar à morte”.Foto: Guillaume Bontemps | Cidade de ParisEm contrapartida, turistas e moradores têm 1.300 pontos de distribuição de água na capital. A maioria dos parques e jardins parisienses está equipada com bebedouros para matar a sede. Além disso, como parte das medidas de contenção de danos, praças e jardins estão abertos durante toda a noite até segunda-feira (29), exceto em casos que envolvam preocupações com a segurança.The post Em meio a onda de calor, Paris proíbe consumo de álcool appeared first on CicloVivo.