VGIR11 reforça carteira de CRIs e recebe R$ 10,5 milhões em amortizaçõesOs rendimentos do VGIR11 permaneceram sustentados em maio. O resultado do fundo imobiliário somou R$ 17,541 milhões, um pouco abaixo do mês anterior, mas acima do valor distribuído no período. As receitas totais chegaram a R$ 18,891 milhões, enquanto as despesas recorrentes ficaram em R$ 1,349 milhão. Com isso, a geração de caixa do portfólio de crédito continuou cobrindo a distribuição mensal aos cotistas.A distribuição da competência foi de R$ 0,12 por cota. Esse patamar corresponde a uma rentabilidade líquida de CDI + 2,1% ao ano sobre a cota patrimonial do fim de abril. Nos 12 meses anteriores, os rendimentos somaram R$ 1,53 por cota, equivalentes a CDI + 2,0% ao ano na mesma base. A trajetória indica manutenção do retorno referenciado ao CDI acrescido de prêmio, conforme a proposta do fundo.A reserva de caixa terminou o mês em cerca de R$ 0,01 por cota, destinada a eventuais despesas, entre elas a taxa de performance. Ao fim de maio, a carteira de crédito representava 94,8% do patrimônio líquido, distribuída em 56 operações que totalizam R$ 1,341 bilhão investidos. O restante está alocado em instrumentos de caixa, posição mantida líquida para aproveitar oportunidades enquanto a gestão busca ampliar a alocação em CRIs.Rendimentos do VGIR11 e resultado de maioNo mercado secundário, a cota encerrou maio a R$ 9,65, após oscilar entre R$ 9,48 e R$ 9,98, com preço médio de R$ 9,70. Nesse patamar, o rendimento de R$ 0,12 por cota equivale a CDI + 2,14% sobre a cota de mercado, métrica que reflete o retorno corrente na negociação em bolsa. O giro mensal somou R$ 112,540 milhões, com 11,605 milhões de cotas negociadas e média diária de R$ 5,627 milhões, indicadores que reforçam a liquidez do ativo no período.A base de investidores fechou maio com 270.326 cotistas, mantendo a pulverização da titularidade. A distribuição permaneceu alinhada à geração de resultado, com o valor de R$ 0,12 por cota sustentado pelo desempenho da carteira de crédito. Toda a carteira de CRIs do fundo está indexada ao CDI, em linha com a meta de entregar retorno referenciado nesse indicador somado a um prêmio.Movimentações do portfólio e alocação em CRIsAo longo de maio, o fundo adquiriu R$ 25,0 milhões do CRI Alexandre de Gusmão, com cupom de CDI + 3,50% ao ano, e vendeu toda a posição no CRI Enplan 2S, de R$ 2,1 milhões. Amortizações ordinárias e extraordinárias adicionaram R$ 10,5 milhões ao caixa, com destaque para a amortização parcial de R$ 5,5 milhões do CRI RV Ipiranga 2. Essas entradas reforçaram a disponibilidade para novas alocações, sem comprometer a estratégia de alongamento gradual da carteira.Por setor, o risco permanecia concentrado no residencial, com 85,1% do total, seguido por escritório (8,0%), shopping (4,0%), BTS (1,5%) e pulverizado (1,4%). Na origem das operações, 60,2% foram emitidas via ICVM 160 e 39,8% via ICVM 476, com foco em operações exclusivas, em sua maioria estruturadas pela própria gestora e distribuídas por esforços restritos. A composição setorial e o desenho das emissões refletem a preferência por lastros e estruturas que preservem o retorno atrelado ao CDI.