Possível pagadora de dividendos mostra suas cartas – com retornos que podem chegar a 10%, calcula Itaú BBA

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Quando o Bradesco (BBDC4) anunciou a ambiciosa operação para criar uma empresa que reunisse seus ativos de saúde com a Odontoprev, então listada na bolsa, muitos investidores ficaram animados.A proposta parecia fazer sentido ao destravar valor de uma área que gera bilhões de reais em receitas para o banco. Mais do que isso, porém, a BradSaúde (SAUB3) também pode se tornar uma boa opção para investidores em busca de dividendos.Na última quinta-feira (26), a companhia anunciou o pagamento de R$ 230 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), a primeira distribuição de proventos desde a criação da nova empresa.Para o Itaú BBA, embora o valor em si não seja necessariamente relevante, “vemos este primeiro pagamento como um sinal importante de que a empresa pode estar caminhando para uma política de remuneração de acionistas mais consistente, potencialmente combinando juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos ao longo do tempo”.Os analistas ressaltam, no entanto, que a comparação ainda é limitada, já que os resultados divulgados até abril refletem apenas a operação da Odontoprev, tornando a leitura inicial menos direta.Ainda segundo o Itaú BBA, embora a magnitude das futuras distribuições ainda seja difícil de estimar, uma estrutura mais otimizada de pagamento via JCP pode sustentar uma alíquota efetiva de imposto menor e aumentar o retorno de caixa aos acionistas.“De forma mais ampla, o fato de a BradSaúde já anunciar uma distribuição em seus primeiros meses como empresa listada reforça a ideia de que ela pode se tornar uma história de alto rendimento em dividendos.”Por fim, o Itaú BBA estima que o dividend yield da companhia pode se aproximar de 10% ao longo do tempo.Santander também vê potencialEm relatório, o Santander também reafirmou seu otimismo em relação à BradSaúde.Segundo os analistas, a empresa negocia a múltiplos de 9 vezes e 8,6 vezes o lucro projetado para 2026 e 2027, respectivamente, “o que consideramos baixo diante do CAGR (taxa composta de crescimento anual) de 10% do lucro por ação (LPA) no período entre 2025 e 2030, da qualidade dos ativos e da forte equipe de gestão”.“Realizando um cálculo retrospectivo com base em uma abordagem de SoTP (soma das partes) e em múltiplos de empresas comparáveis para o segmento de hospitais e diagnósticos, vemos o negócio de seguros sendo negociado a 8,4 vezes e 8,1 vezes o P/L no mesmo período. Em nossa opinião, isso representa um desconto excessivo.”