VGIP11: fundo imobiliário mantém dividendos de IPCA+7,5% ao ano em 1 ano; veja resultadosO fundo imobiliário VGIP11 apurou resultado de R$ 12,405 milhões em maio, ligeiramente abaixo do mês anterior. As receitas totais alcançaram R$ 13,299 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 893 mil no período. A distribuição da competência foi de R$ 1,05 por cota, equivalente a rentabilidade líquida de IPCA + 3,6% ao ano sobre o valor patrimonial da cota de abril de 2026.No acumulado de 12 meses, os rendimentos somaram R$ 10,09 por cota, correspondentes a IPCA + 7,5% ao ano sobre a cota patrimonial. O cálculo considera a variação acumulada do IPCA com defasagem de dois meses, entre abril de 2025 e março de 2026, a mesma metodologia aplicada à remuneração da maioria dos CRIs da carteira.Ao fim de maio, o fundo detinha R$ 0,96 por cota em ganhos de IPCA acumulados, montante que será distribuído à medida que se converter em resultado caixa. A cota patrimonial recuou R$ 0,15 por cota no mês, em reflexo da abertura das taxas de juros das NTN-Bs ao longo de maio.Carteira de crédito do VGIP11 e alocaçõesA carteira de crédito representava 97,4% do patrimônio líquido ao final de maio, distribuída em 50 operações que totalizam R$ 1,037 bilhão investidos. O saldo remanescente permaneceu em caixa, mantido líquido para aproveitar oportunidades de mercado conforme a gestão.No mês, o FII alocou R$ 6,3 milhões em duas operações já presentes no portfólio: o CRI VFDL e o CRI Projetos Residenciais SP 1S. No mesmo período, o fundo recebeu R$ 2,8 milhões em amortizações ordinárias e extraordinárias. Em junho, foi realizado investimento adicional de R$ 600 mil em um CRI que já integrava a carteira.Composição dos CRIs e perfil de riscoA carteira de CRIs está majoritariamente indexada ao IPCA (99,4%), com os 0,6% restantes atrelados ao IGP-M. Entre os papéis em IPCA, 74,2% adotam apenas a variação positiva do índice — ou seja, têm retorno zero quando o IPCA é negativo — e 25,8% acompanham a variação independentemente do sinal.Por setor, a alocação está assim distribuída: shopping (25,8%), pulverizado (19,3%), residencial (17,7%), logística (14,2%), BTS (11,6%), infraestrutura (5,7%), escritório (3,2%), hospital (1,5%) e hotel (1,0%). No perfil de risco, 16,6% da carteira possui classificação de risco local acima de A- emitida por agência internacional, e 83,4% não têm rating.Na métrica de LTV, a maior parcela se concentra abaixo de 50%, com 44,4% da carteira — sendo 5,7% com rating internacional e 38,7% sem rating. As demais faixas reúnem 50% a 60% (13,9%), 60% a 70% (11,4%), 70% a 80% (11,0%) e acima de 80% (12,4%). Os ativos sem garantia real respondem por 7,0%.Negociação em bolsa e participação no IFIXNo mercado secundário, a cota fechou maio a R$ 80,70, após oscilar entre R$ 79,30 e R$ 82,90, com preço médio de R$ 81,15. O giro do mês foi de R$ 49,342 milhões, com 608.009 cotas negociadas e média diária de R$ 2,467 milhões.O fundo integra o IFIX na carteira válida para o quadrimestre de maio a agosto de 2026 e encerrou maio com 83.612 cotistas. Os dados reforçam a liquidez do papel e a presença do veículo no principal índice de fundos imobiliários da B3.