TIM (TIMS3) e JHSF (JHSF3) estão entre as ações que vêm ganhando espaço nas recomendações de bancos e casas de investimento por motivos distintos, como crescimento, geração de caixa e mudanças na tese. Ainda assim, seguem fora do radar de parte dos investidores, o que pode abrir oportunidades.Na edição desta semana do Money Picks, programa do Money Times, a jornalista Juliana Caveiro destacou que ações menos consensuais podem oferecer maior potencial de retorno.A seguir, veja os argumentos por trás das recomendações.OceanPact (OPCT3): exposição ao offshore sem depender do petróleoA OceanPact chama atenção por um modelo de negócios diferente no setor de óleo e gás. A companhia não produz petróleo. Atua na prestação de serviços marítimos e offshore e captura o ciclo de investimentos da indústria sem depender diretamente das oscilações da commodity.Em um ambiente de incerteza sobre o preço do petróleo, influenciado por tensões geopolíticas como o conflito no Irã, esse posicionamento atrai investidores, segundo o BTG Pactual. A empresa oferece uma forma alternativa de exposição ao setor e se beneficia dos investimentos de companhias como Petrobras (PETR4) e Petrorio (PRIO3).Entre os riscos estão a baixa liquidez das ações, que limita o interesse de grandes fundos, e a possibilidade de parte do cenário positivo já estar refletida no preço. A fusão com a CBO Holding também segue no radar.O BTG mantém recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 13,50, potencial de 30% ante o último fechamento.TIM (TIMS3): queda abre espaço para recuperação?As ações da TIM acumulam queda de cerca de 20%, movimento que levou o Santander a elevar sua recomendação de neutra para compra (outperform). Para o banco, a reação do mercado foi exagerada.Apesar das dúvidas após o primeiro trimestre de 2026, principalmente em relação ao crescimento e às despesas, o Santander acredita que a companhia ainda pode cumprir o guidance do ano.A tese se apoia na geração de caixa. O banco estima retorno em caixa de cerca de 11% em 2026 e dividend yield próximo de 10,5%.O Santander também espera normalização das despesas operacionais nos próximos trimestres. Além disso, possíveis reajustes nos planos pós-pagos podem melhorar a precificação do setor.Com preço-alvo de R$ 26, potencial de valorização de cerca de 32%, o banco vê uma assimetria favorável: cotação pressionada no curto prazo e fundamentos preservados.JHSF (JHSF3): foco em renda recorrenteA JHSF migra de uma incorporadora tradicional para uma plataforma de ativos geradores de renda recorrente.O movimento mais recente foi a venda de R$ 5,2 bilhões em estoques residenciais para um fundo imobiliário, operação que reduziu a alavancagem e a exposição ao ciclo da incorporação.Para o Bradesco BBI, essa transformação muda a forma de precificar a companhia. Hoje, a maior parte do valor da empresa está associada a ativos como shoppings, hotéis Fasano, aeroporto Catarina e operações de locação.O banco reiterou a recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 10 para R$ 15 até o fim de 2026, potencial de alta de 35%. Cerca de R$ 12 desse valor estão ligados à renda recorrente, enquanto R$ 3 refletem o potencial de monetização do landbank.Mesmo após a reestruturação, o BBI destaca que a ação negocia com desconto relevante, além de oferecer dividend yield próximo de 7% e TIR real implícita ao redor de 12,5%.A visão do banco é que a JHSF se tornou uma empresa mais previsível e menos cíclica, mudança que pode ser incorporada gradualmente pelo mercado.*Sob supervisão de Renan Dantas