Gasto de brasileiros com criptomoedas chega a US$ 2,6 bilhões e mais que dobra em um ano

Wait 5 sec.

O gasto de brasileiros com criptoativos no exterior somou US$ 2,632 bilhões em maio, segundo dados do Banco Central divulgados nas estatísticas do setor externo.O resultado representa alta de 158% em relação a maio de 2025, quando o volume havia sido de US$ 1,019 bilhão. Em outras palavras, as aquisições de criptoativos por brasileiros no exterior foram cerca de 2,6 vezes maiores do que no mesmo mês do ano passado.Apesar da leve queda em relação a abril, quando o volume havia chegado a US$ 2,709 bilhões, maio manteve o patamar elevado de demanda por ativos digitais. A retração mensal foi de aproximadamente 2,8%, mas o dado ainda reforça a aceleração observada nos últimos meses, especialmente em um mercado cada vez mais puxado por stablecoins.No acumulado de janeiro a maio, os gastos chegaram a US$ 12,138 bilhões. O número também representa avanço expressivo frente ao mesmo período de 2025, quando o total havia sido de US$ 4,759 bilhões. A alta acumulada no ano é de 155%, ou cerca de 2,5 vezes o volume registrado nos cinco primeiros meses do ano passado.Leia também: ABcripto rebate Banco Central e defende que stablecoins sejam consideradas ativos virtuaisO dado chama atenção porque, em apenas cinco meses, o volume de 2026 já equivale a aproximadamente 72% de tudo o que foi registrado em 2025. No ano passado inteiro, a linha de criptoativos com passivo correspondente somou US$ 16,939 bilhões. Para superar esse total, bastaria que os brasileiros movimentassem mais US$ 4,801 bilhões nos meses restantes do ano.A série reforça uma mudança estrutural no mercado brasileiro de criptoativos. O avanço não tem sido explicado apenas por investimento especulativo em Bitcoin ou outras criptomoedas voláteis. Uma parte relevante da demanda está relacionada ao uso de stablecoins, moedas digitais pareadas a ativos como o dólar, que passaram a funcionar como instrumento de dolarização, remessas, pagamentos internacionais e liquidez para corretoras locais.No fim de maio, Fernando Rocha, chefe do departamento de estatísticas do Banco Central, afirmou que os dados mostram um crescimento consistente das aquisições de criptoativos por brasileiros. Segundo ele, parte relevante desse movimento envolve prestadoras de serviços de ativos virtuais que compram stablecoins no exterior para atender clientes no Brasil.Isso ajuda a explicar por que o dado do balanço de pagamentos passou a ganhar mais relevância. Quando uma corretora brasileira precisa comprar stablecoins no exterior para oferecer liquidez a usuários locais, essa operação aparece como uma aquisição de ativo externo. Na prática, o dado mostra a demanda de residentes no Brasil por criptoativos emitidos ou liquidados fora do país.Esse fluxo também ajuda a medir o peso que as stablecoins ganharam no mercado brasileiro. Nos últimos anos, elas deixaram de ser apenas uma ferramenta usada por traders para entrar e sair de posições em cripto e passaram a ocupar um papel maior em pagamentos, proteção cambial e movimentações internacionais. Em muitos casos, o usuário não está buscando exposição ao Bitcoin, mas acesso rápido a uma versão digital do dólar.Dados da Receita Federal já vinham mostrando esse avanço. O volume declarado de stablecoins no Brasil cresceu fortemente nos últimos anos e passou a superar com folga o volume negociado de Bitcoin. O USDT, emitido pela Tether, segue como principal ativo desse segmento e concentra a maior parte das transações com moedas estáveis no país.Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece. Conheça agora!O post Gasto de brasileiros com criptomoedas chega a US$ 2,6 bilhões e mais que dobra em um ano apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.