Paulo Cunha Bueno, o advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse nesta nesta terça-feira (23) que Bolsonaro esclareceu todas as questões sobre a arma registrada no nome do ex-capitão da reserva que foi apreendida com um segurança do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz em Taguatinga (DF) no dia 15 de junho. A oitiva aconteceu às 15h.Segundo Bueno, a arma realmente deveria estar custodiada na casa de Bolsonaro. Porém, ao detectar um problema no equipamento, ele solicitou que fosse levado para concerto. “Ao manusear, o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual prolema”, escreveu.O advogado disse ainda que em momento algum “houve intuito de descumprir qualquer determinação legal “. “Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do DF, seja, em breve, arquivado”, finalizou.O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que os advogados de Bolsonaro acompanhem o depoimento e que se reunissem com o ex-presidente a partir das 14h para a preparação. Pela regra da prisão domiciliar, a defesa tem permissão para visitas diárias limitadas a 30 minutos, mas Moraes abriu uma exceção para o procedimento desta terça-feira. A arma apreendido estava no assoalho de um veículo oficial conduzido por um servidor do GSI. Inicialmente, o condutor afirmou que a arma era sua, mas, após a verificação de que não havia registro em seu nome, declarou que o dispositivo pertencia a Bolsonaro e ficava guardado no automóvel.