Os contratos futuros da soja encerraram o pregão desta terça-feira (23) praticamente estáveis na Bolsa de Chicago. O vencimento novembro registrou leve alta de 0,02%, fechando cotado a US$ 11,41 por bushel.Segundo a consultoria Agrinvest, o mercado encontrou sustentação principalmente no farelo de soja, que avançou cerca de 1% nos contratos mais próximos. As negociações do governo argentino para evitar paralisações no setor também seguem no radar dos investidores.O farelo tem ganhado destaque no mercado internacional, com os Estados Unidos ampliando sua participação nas exportações ao longo da atual temporada, especialmente para países da Europa.Por outro lado, o óleo de soja continua pressionado pela queda das cotações do petróleo, fator que limitou um avanço mais consistente dos preços da oleaginosa em Chicago. Leia Mais Soja fecha com leves ganhos em Chicago com liquidação de contratos Em Chicago, soja recua com queda do farelo e incertezas globais Em Chicago, soja registra leve alta com perspectivas de consumo aquecido Milho Os contratos futuros do milho encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento de dezembro recuou 0,51%, negociado a US$ 4,37 por bushel. A consultoria Datagro informou que, apesar de terem iniciado o dia em alta, as cotações perderam fôlego ao longo da sessão diante das perspectivas favoráveis para a safra 2026/27 nos Estados Unidos. “O avanço do desenvolvimento das lavouras no Corn Belt e a previsão de condições climáticas adequadas para o cultivo reforçaram a pressão sobre os preços”, informou a consultoria. Além do clima, os investidores mantêm atenção voltada para o relatório anual de área plantada do USDA, previsto para a próxima terça-feira (30). A expectativa da Datagro é de que o órgão indique uma área cultivada com milho inferior aos 38,58 milhões de hectares estimados no relatório de intenção de plantio divulgado em março.TrigoOs contratos futuros do trigo encerraram o pregão desta terça-feira em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento setembro recuou 1,73%, fechando cotado a US$ 5,97 por bushel.Segundo a consultoria Granar, a pressão sobre as cotações veio do avanço acelerado da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, aumentando a oferta do cereal no mercado.Além disso, os investidores acompanham o início dos trabalhos de plantio em outras regiões produtoras do Hemisfério Norte. O mercado também começa a ajustar posições para a temporada comercial 2026/27, que terá início oficialmente em 1º de julho.Conflito no Oriente Médio ameaça agricultores brasileiros