Os índices de Wall Street fecharam mistos nesta quinta-feira (25) com a quarta queda consecutiva do setor de tecnologia. O S&P 500 e o Nasdaq operaram em baixa pressionados por big techs, mesmo após o resultado positivo da Micron Technology. Na máxima, o Dow Jones bateu recorde intradiário, aos 52.655,66 pontos, superando a marca dos 52.190,29 pontos atingida em 16 de junho. Ao longo do dia, porém, o índice perdeu força. Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: +0,14%, aos 51.920,62 pontos;S&P 500: -0,01%, aos 7.357,49 pontos; Nasdaq: -0,43%, aos 25.358,603 pontos.O que mexeu com Wall Street hoje?Os investidores de Wall Street acompanharam uma bateria de dados econômicos, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a continuidade da venda de ações de tecnologia. O Dow Jones moderou a alta após a Guarda Revolucionária do Irã atacar um navio de carga com bandeira de Cingapura no Estreito de Ormuz, segundo duas fontes norte-americanas ao jornal Wall Street Journal. O ataque aconteceu horas após um aviso do Irã para que embarcações evitassem passar pela hidrovia.Como reflexo, os preços do petróleo aceleraram os ganhos. Os contratos do Brent, referência no mercado internacional, para setembro, avançaram 2,21%, a US$ 75,50 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI) para agosto subiram 2,25%, a US$ 71,92 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Em relação às ações, apesar do resultado financeiro positivo da Micron Technology, que disparou 15%, o setor de tecnologia operou novamente em baixa. As big techs Apple (-5%), Meta Platforms (-1%) e Alphabet (-1%) recuaram diante da leitura do mercado de que os preços de chips estão cada vez mais elevados. A queda das companhias pesou sobre o S&P 500 e o Nasdaq. PCE mais benigno e dados de atividadeO Índice de Preços para Gastos com Consumo Pessoal (PCE), o indicador preferido de inflação do Federal Reserve (Fed), avançou 0,4% em maio na comparação com abril, quando também registrou alta de 0,4%. A estimativa era de variação positiva de 0,5%, segundo economistas consultados pela Dow Jones.Já no acumulado em 12 meses até maio, o PCE acelerou para alta de 4,1%, ante 3,8% em abril. O número veio em linha com o esperado pelo mercado.LEIA MAIS: PCE: Inflação ‘queridinha’ do Fed acumula alta de 4,1% no anoApós o dado, os títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, e o dólar perderam força e passaram a cair com os dados da inflação vindo dentro do esperado ou ligeiramente melhor.Ainda assim, o mercado espera uma alta nos juros pelo Fed a partir de setembro de 2026, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group. Antes do PCE, a probabilidade de alta era de 70%. Agora, a aposta de alta é de 61,9%.Além disso, O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre do ano, na terceira leitura, registrou alta de 2,1% na taxa anualizada, o que representa uma aceleração em relação à segunda leitura, de 1,6%, e também superou a estimativa preliminar, de 2,0%.LEIA MAIS: PIB dos EUA cresce 2,1% no 1T26 e supera estimativas, inflação segue pressionadaOs pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 12.000 na semana encerrada em 20 de junho, para 215.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225.000 pedidos para a última semana.*Com informações de Reuters