À CNN, Boulos nega “trauma” com saída de Jaques da liderança no Senado

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta quinta-feira (25) que não há nenhum “trauma” após a saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado.Em entrevista à CNN, Boulos classificou a declaração de saída do senador como “sóbria” e de “comum acordo” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro ainda declarou que a medida serviria para que Jaques focasse na defesa das acusações. Leia Mais Lula pesou eleições e histórico ao trocar Jaques por Teresa, dizem fontes Boulos à CNN: PL vive "barraco" com Michelle e Flávio Jaques elogia Teresa Leitão e deseja "sucesso" na liderança do governo “Eu acho que não teve trauma algum, ao contrário, a declaração do senador Jaques Wagner foi bastante sóbria. Do diálogo com o presidente da República, com o presidente Lula, em comum acordo, decidiram pelo afastamento do Wagner da liderança, até para que ele possa cuidar não apenas da sua defesa, de se defender. Isso é parte de um devido processo legal”, disse Boulos.Na semana passada, Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga as suspeitas de fraudes do Banco Master. Agentes da PF (Polícia Federal) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar e familiares em Salvador, Brasília e São Paulo.Após conversa com o presidente Lula nesta quarta-feira (25), o senador anunciou o licenciamento do cargo na Câmara Alta, sendo substituído por Teresa Leitão (PT-PE). Em suas redes sociais, o parlamentar anunciou que a prioridade é provar sua inocência e focar no processo eleitoral.“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, disse na publicação.Ainda durante a entrevista, Boulos defendeu a realização das investigações da PF e que as suspeitas sejam esclarecidas, “doa a quem doer”. Além disso, o ministro buscou relacionar as acusações do caso Master à oposição.“Os casos que se têm suspeitas precisam ser esclarecidos, investigados até o final, doa a quem doer. E os casos que têm provas precisam concluir a investigação para serem punidos. E vamos lembrar que esses casos, mais que comprovados, estão ligados ao campo da oposição, ao campo do bolsonarismo”, completou.Destino de Jaques Wagner cabe a Lula, diz Boulos | BASTIDORES CNN