O ouro encerrou em alta na sessão desta quinta-feira (25), após o recuo do dólar diante do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos abaixo do previsto. O mercado continua avaliando os avanços nas negociações no Oriente Médio.Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1%, a US$ 4.047,6 por onça-troy, enquanto a prata para julho avançou 0,47%, a US$ 58,361 por onça-troy.Apesar de ainda ter operado na faixa de US$ 3.900 nas mínimas da sessão, o ouro se recuperou e retomou o patamar de US$ 4 mil. Leia Mais Petróleo fecha em alta e encerra ciclo de quedas com Ormuz no radar Arrecadação federal bate recorde em maio ajudada por tributação do petróleo Diretor do BC nega "alongamento do horizonte relevante" do Copom Segundo avaliação do TD Securities, os metais preciosos receberam um impulso com o aumento do apetite por risco após os resultados do PCE. No entanto, para o banco, a leve recuperação pode não durar muito, já que a perspectiva para o Federal Reserve (Fed) não se alterou de maneira substancial. Apesar de o dado ter ficado abaixo das expectativas, ainda está distante da meta de inflação dos EUA.Na mesma linha, a Capital Economics acredita que os preços do ouro ainda não encontraram um piso. Nos próximos 18 meses, a expectativa da consultoria é que o valor do metal dourado recue ainda mais. Diante do cenário, o metal também ganha impulso de um dólar mais fraco, com a moeda operando em leve queda nesta quinta (25). No entanto, ainda segundo a Capital, a perspectiva é que o dólar mantenha a tendência de alta observada nos últimos dias segundo semestre de 2026.O mercado monitora as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, apesar dos relatos divergentes. Mais cedo, o Wall Street Journal afirmou que Teerã propôs um pedágio para o Estreito de Ormuz.