O fim da obrigação de ir ao banco para fazer a chamada prova de vida do INSS foi vendido como um alívio burocrático, mas acendeu um alerta fiscal e operacional para milhões de aposentados e pensionistas.Sob o novo modelo de cruzamento de dados, a responsabilidade de provar que o segurado está vivo passou para o próprio Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).Na prática, porém, o pente-fino ficou automatizado: quem não gera “pegadas digitais” no sistema público ao longo do ano entra diretamente na mira de suspensão da folha de pagamentos da Previdência Social.CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PANO algoritmo do INSS e a janela dos 60 diasO motor de busca do INSS utiliza o cruzamento de bases de dados de diversos ministérios para validar o benefício de forma passiva, focando em movimentações cotidianas do segurado.Entram nesse radar desde uma vacina tomada no SUS até a votação na última eleição, passando pela renovação da CNH ou interações na conta Gov.br.O problema econômico e social reside em barreiras como baixa inclusão digital ou isolamento geográfico, que naturalmente não geram alertas no sistema do INSS.Após 10 meses sem nenhuma movimentação registrada a partir do mês de aniversário, o INSS notifica o segurado, que passa a ter um prazo de 60 dias para agir.A grande mudança recente na regra é que o bloqueio automático de benefícios está suspenso.Agora, caso o prazo expire sem manifestação, o órgão é obrigado a realizar uma busca ativa (como visitas de assistentes sociais ou checagens aprofundadas) antes de interromper o fluxo de renda.Para mais informações sobre as regras vigentes e detalhes dos procedimentos, os segurados devem visitar o portal oficial do INSS.Como garantir a prova de vida e blindar o benefícioPara quem busca blindar o recebimento contra travas técnicas, a principal recomendação do mercado previdenciário é monitorar preventivamente o status na aba “Prova de Vida” dentro do aplicativo Meu INSS.Se o sistema exigir uma validação corretiva, o caminho mais rápido é a biometria facial pelo smartphone. No entanto, para que o processo seja validado, o usuário precisa de uma conta Gov.br em nível Prata ou Ouro, o que exige integração prévia com dados bancários ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Para além do ecossistema digital, o uso de biometria cadastrada em saques nos caixas eletrônicos da rede bancária conveniada também serve como gatilho de sobrevivência capturado pelo INSS.LEIA TAMBÉM: Governo adota bônus a servidores e peritos para zerar fila do INSS até setembroE se o benefício do INSS for bloqueadoCaso o pior cenário aconteça e o benefício seja retido por decurso de prazo, a engenharia financeira para restabelecer o fluxo de caixa exige a realização imediata do reconhecimento facial no app ou, em última análise, o comparecimento presencial a uma agência bancária com documento oficial com foto. Dúvidas sobre o status do processamento podem ser sanadas diretamente pela Central 135.*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.