Polícia Civil prende suspeito de extorsão que exigia pagamentos em Bitcoin de empresários do RS

Wait 5 sec.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) prendeu nesta quarta-feira (24) um suspeito de extorsão contra empresários de Porto Alegre e outras cidades do estado.As investigações encontraram um esquema estruturado que exigia o pagamento de 10 bitcoins, cerca de R$ 3,1 milhões na cotação atual, para não revelar dados sigilosos das vítimas.Batizada de Operação Pizzo, o nome faz referência a uma prática de extorsão realizada pela máfia italiana.Suspeito exigia pagamento de 10 bitcoins para não revelar dados sigilososAs investigações tiveram início após uma vítima relatar que estava sendo vítima de extorsão.Na data, ela e seus familiares foram adicionados a um grupo no WhatsApp. O suspeito então enviou uma mensagem afirmando que possuia dados sigilosos deles, obtidos por meio de supostas conexões com órgãos públicos e funcionários infiltrados em suas empresas.Para não vender esses dados para terceiros ou publicá-los na internet, o suspeito exigia o pagamento de 10 bitcoins, algo que seria uma “taxa de anonimato e proteção”, segundo suas próprias palavras.“Os extorsionários demonstraram conhecimento profundo de informações da família, rotina, além de dados internos da empresa, como funcionários, clientes, parceiros, ratificando a gravidade das ameaças.”Dando sequência à investigação, a Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dicesp/Dercc) buscou por informações que levassem ao nome do suspeito através de análise de dados telemáticos.Como conclusão, as autoridades descobriram que um único celular era operado com múltiplos chips (SIM Cards) que eram cadastrados em nomes de terceiros para dificultar a sua identificação.“A investigação identificou, portanto, um núcleo criminoso estruturado com a coleta de informações privilegiadas obtidas no exercício de suas funções profissionais, confecção do dossiê inverídico e utilização de ferramentas digitais e execução das ameaças.”Suspeito era tratado como filho por uma das vítimas, aponta PCRSO suspeito, que não teve o seu nome identificado, seria um engenheiro que trabalha para um grande conglomerado de supermercados, cujos sócios também foram vítimas de extorsão.Segundo a PCRS, uma das vítimas seria um senhor aposetado, muito conhecido em Porto Alegre, que tratava o suspeito como filho devido à longa amizade que tinha com o seu pai.“O suspeito ainda utilizou-se dos dados deste senhor para habilitar números de telefone e e-mails para aplicar os golpes em outros empresários, a fim de colocá-lo como principal suspeito do crime.”Outra vítima seria uma arquiteta que era amiga da esposa do suspeito. Tal amizade teria sido usada para obter informações privilegiadas sobre o alvo.No total, a Polícia Civil aponta que as extorsões resultaram em perdas de R$ 10 milhões.“A exigência era clara: o pagamento corresponderia a aproximadamente quatro milhões de reais, numa plataforma de criptoativos, sob pena de os dados serem vendidos a terceiros ou tornados públicos na internet.”Além da prisão do acusado, as autoridades cumpriram sete ordens judiciais nas cidades de Gravataí e Viamão, realizando buscas por aparelhos eletrônicos, celulares, SIM Cards, documentos físicos e digitais, dentre outros itens.Fonte: Polícia Civil prende suspeito de extorsão que exigia pagamentos em Bitcoin de empresários do RSVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.