FII paga dividendos com yield de 11,1% ao ano; veja resultados de maioO fundo imobiliário PSEC11 encerrou maio com resultado distribuível de R$ 10,443 milhões. O montante reflete R$ 2,670 milhões em receitas combinado a ajuste para distribuição via MTM de R$ 13,437 milhões, já após despesas de R$ 897 mil. Por cota, o resultado distribuível foi de R$ 0,57.A carteira de CRIs foi relevante para essa geração, ao contribuir com R$ 0,23 por cota em juros e correção monetária, embora represente 21,5% do ativo. A partir desse desempenho, foram definidos os rendimentos do mês, com manutenção do patamar anunciado.A distribuição permaneceu em R$ 0,55 por cota. A diferença para o resultado gerado elevou a reserva acumulada de R$ 0,18 para R$ 0,20 por cota. Segundo a gestão, esse nível de R$ 0,55 deve ser mantido ao menos até junho de 2026, período de maior intensidade na rotação da carteira, com expectativa de elevação no segundo semestre, à medida que se consolide uma geração de caixa mais alta e sustentável.Nos últimos 12 meses, a distribuição média do fundo imobiliário PSEC11 foi de R$ 0,67 por cota. Os pagamentos passaram por R$ 0,70 entre junho e outubro de 2025, R$ 0,65 de novembro de 2025 a março de 2026, e R$ 0,55 em abril e maio de 2026. O dividend yield anualizado ao fim de maio ficou em 8,8% sobre a cota patrimonial e em 11,1% sobre a cota de fechamento.Resultados e rendimentos do PSEC11 em maioA gestão manteve o foco em sustentar a distribuição enquanto avança a rotação dos ativos. Com o resultado distribuível de R$ 0,57 por cota, a reserva subiu para R$ 0,20 por cota, reforçando o colchão para suportar o patamar anunciado. O fundo projeta a manutenção de R$ 0,55 por cota até junho de 2026 e indica possibilidade de aumento no segundo semestre, condicionado à consolidação de maior geração de caixa.No recorte de 12 meses, a trajetória dos proventos mostra ajuste gradual: R$ 0,70 por cota entre junho e outubro de 2025, R$ 0,65 entre novembro de 2025 e março de 2026 e R$ 0,55 em abril e maio de 2026. Considerando os preços, o dividend yield anualizado ao término de maio foi de 8,8% com base na cota patrimonial e de 11,1% pela cota de mercado.Movimentações e alocação da carteira do PSEC11Após concentrar novas alocações em CRIs no mês anterior, maio foi direcionado à estruturação de operações de crédito que devem ser incorporadas nos próximos meses. Na carteira de FIIs, o número de posições caiu de 118 para 80, na direção da meta de 40 a 50 fundos até o fim do ano.A alocação consolidada está dividida entre FIIs líquidos (38%), FIIs via private placement (35%), CRIs (21%) e caixa e equivalentes (5,4%). A exposição a ativos-alvo terminou maio em 94,6%. Por setor, a maior participação está em fundos de CRI (24,0%), outros (23,7%) e CRIs diretos (22,7%), seguidos por lajes corporativas (9,8%), logístico (8,4%), renda urbana (4,9%), shoppings (4,3%) e fundo de fundos (2,2%).Na carteira de CRIs, metade dos papéis está indexada ao IPCA, com taxa de aquisição de 10,4% ao ano, taxa MTM de 11,1% ao ano e prazo médio de 4,3 anos. Os títulos atrelados ao CDI somam 42%, com taxa de 3,3% ao ano e prazo médio de 4,2 anos. Os prefixados representam 8%, com taxa de 14,0% ao ano e prazo de 2,2 anos.Setorialmente, os CRIs concentram-se em residencial (44,6%), escritórios (22,9%) e logístico (15,2%), além de varejo (8,6%), energia (3,2%), construção civil (2,9%), death care (1,6%), hospital (0,5%) e home equity (0,5%). Esses vetores explicam a contribuição dos CRIs para o resultado por cota, a despeito de sua participação de 21,5% no ativo, e se conectam à estratégia de rotação para consolidar a geração de caixa esperada pela gestão.