‘Nenhum sentimento supera o carinho que tenho por Mirandópolis’, afirma Sergio Luiz Espírito Santo

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Foto: Arquivo Pessoal / CocaNascido em Mirandópolis no dia 21 de junho de 1948, Sergio Luiz Espírito Santo, o popular Coca, construiu uma trajetória marcada pelo estudo, trabalho e dedicação à Educação. Filho dos portugueses Manoel Espírito Santo e Maria da Graça, viveu a infância e a juventude na Rua São João, cercado por amigos que marcaram sua vida. Professor, diretor de escola, supervisor de ensino e dirigente regional de ensino, Coca construiu uma carreira de destaque no Estado de São Paulo. Mesmo morando há décadas fora da cidade, nunca perdeu os laços com sua terra natal. Nesta entrevista, ele relembra histórias, fala da família, da profissão e do orgulho de ser mirandopolense.O senhor nasceu e cresceu em Mirandópolis?Nasci em Mirandópolis em 1948. Meu pai, Manoel Espírito Santo, era sitiante e tinha uma propriedade no Córrego do Boi, onde cultivava café. Minha mãe, Maria da Graça, era doméstica. Passei toda minha infância na Rua São João, em um quarteirão muito especial, próximo da família Assad Abud, do Dr. Rubens Conrado e do ex-prefeito José Antônio. Tenho lembranças muito felizes dessa época.Quais são as recordações da infância?Naquele tempo a vida era muito diferente. Passávamos os dias na rua brincando. Jogávamos bola com os amigos, entre eles o Bispo, o Zé Antônio, o Valter Zuin e tantos outros. Quando ficamos um pouco maiores, frequentávamos a piscina do CAM, jogávamos futebol no campo e continuávamos aproveitando a convivência na rua. Era uma infância simples, mas muito feliz. Fiz o curso primário na Escola Dr. Edgar Raimundo da Costa e o ginásio na Escola Noêmia Dias Perotti. Sempre gostei de estudar, mas devo isso principalmente à minha mãe. Éramos sete irmãos e nenhum havia cursado faculdade. Ela sempre insistiu para que eu estudasse e buscasse oportunidades através da educação.Coca com os filhos Serginho (advogado) e Vivian (farmacêutica clínica). Foto: Arquivo Pessoal / CocaO senhor começou a trabalhar ainda muito jovem?Sim. Enquanto estudava no ginásio, comecei a trabalhar no escritório do senhor Alderico, que funcionava do lado da Pernambucanas. Trabalhei lá de 1966 até 1974. Foi uma experiência muito importante porque aprendi o valor da responsabilidade e do compromisso desde cedo.Quando surgiu o interesse pela Educação?A Educação apareceu naturalmente na minha vida. Formei-me professor primário em 1970 e depois professor de Português e Inglês para ginásio e colegial em 1973. Sempre enxerguei a educação como uma ferramenta de transformação e de crescimento pessoal. Tive a felicidade de conviver com profissionais extraordinários. Quando comecei a lecionar na Escola Toppino, em Lavínia, recebi muita orientação da professora Antiniska, que teve um papel fundamental nos meus primeiros anos de carreira.Como foi sua carreira na Educação?Fui diretor de escola entre 1987 e 1991. Em seguida, atuei como supervisor de ensino de 1992 até 2007. Naquele ano, fui designado pelo secretário estadual da Educação para assumir como dirigente regional de ensino da região de Araçatuba, função que exerci até minha aposentadoria, em 2012. Foi uma trajetória muito gratificante.Foto: Arquivo Pessoal / CocaComo foi a decisão de deixar Mirandópolis?Foi difícil. Minha esposa já trabalhava na Usina de Jupiá há cerca de um ano. Eu dava aulas em Castilho e Itapura e, após o casamento, fomos morar na Vila dos Operadores. Mas a família é a base de tudo. Eu e Paula tivemos dois filhos: o Serginho, hoje advogado, e a Vivian, farmacêutica clínica. Depois vieram os netos, Sergio Neto e Sophie, que trouxeram ainda mais alegria para nossa vida.O que Mirandópolis representa para o senhor hoje?Representa tudo. Foi aqui que nasci, cresci, fiz amigos e construí minhas primeiras histórias. Sempre fui muito bem tratado pela população e procurei respeitar todas as pessoas. Tenho orgulho de andar de cabeça erguida pela cidade e de dizer que sou mirandopolense. Nenhum sentimento supera o carinho que tenho por Mirandópolis. É sempre uma satisfação voltar e reencontrar amigos e lugares que fizeram parte da minha história. O coração continua batendo forte por Mirandópolis e sempre baterá.O post ‘Nenhum sentimento supera o carinho que tenho por Mirandópolis’, afirma Sergio Luiz Espírito Santo apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.