Apenas 13% dos profissionais usam IA de forma avançada no trabalho, aponta estudo

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A popularização da Inteligência Artificial não significa, necessariamente, domínio da tecnologia. Um levantamento da Hashtag Treinamentos com 5.569 profissionais mostra que apenas 13% afirmam utilizar IA de forma avançada no trabalho. O dado revela um contraste entre a rápida disseminação das ferramentas e sua adoção efetiva em atividades mais estratégicas dentro das empresas.Concentração em pesquisa e criação de conteúdoEntre os entrevistados, os usos mais frequentes da Inteligência Artificial estão relacionados à produtividade individual. A pesquisa aponta que 75,6% utilizam IA para pesquisa e busca de informações, enquanto 65,2% recorrem à tecnologia para criação de textos. Já aplicações que exigem maior domínio técnico aparecem em um patamar significativamente menor. Apenas 33,2% afirmam utilizar IA para análise de dados.Na prática, os números sugerem que a tecnologia tem sido adotada principalmente como uma ferramenta de apoio ao trabalho intelectual, auxiliando na organização de informações, elaboração de conteúdos e ganho de produtividade em tarefas do dia a dia.O salto para aplicações mais estratégicas, como automação de processos, apoio à tomada de decisão, análise de indicadores e desenvolvimento de fluxos de trabalho baseados em IA, ainda parece restrito a uma parcela menor dos profissionais.Quer saber como transformar a IA em ROI? Faça sua inscrição no IA para Resultados, a imersão presencial da XP Educação.Estudar IA não significa dominar IAOutro dado que chama atenção é a diferença entre exposição ao tema e domínio efetivo da tecnologia. Segundo a pesquisa, 68,2% dos participantes afirmam já ter estudado Inteligência Artificial ou realizado algum curso relacionado ao tema. No entanto, apenas 18,1% relatam possuir formação prática ou avançada.“A pesquisa mostra que a IA já venceu a barreira da adoção. O que ela ainda não venceu foi a barreira da sofisticação. Profissionais já utilizam ferramentas de IA no dia a dia, mas poucos conseguiram incorporá-las de forma estruturada aos seus processos de trabalho”, diz Janaina Moura, coordenadora dos cursos de IA da XP Educação.Nos últimos dois anos, empresas passaram a incentivar o uso de ferramentas generativas, enquanto profissionais buscaram entender o funcionamento das novas tecnologias. Mas existe uma diferença importante entre conhecer uma ferramenta e saber aplicá-la de forma consistente para resolver problemas de negócio.O próximo desafio é transformar uso em resultadoA pesquisa reforça uma percepção cada vez mais comum entre lideranças e especialistas: o principal desafio da Inteligência Artificial deixou de ser a adoção. Em muitas empresas, o uso já acontece de forma espontânea por parte dos colaboradores. O desafio agora é transformar iniciativas isoladas em ganhos concretos de produtividade, eficiência e geração de valor.Esse movimento exige mais do que acesso a ferramentas. Exige capacitação prática, desenvolvimento de metodologias e capacidade de identificar processos onde a IA pode gerar impacto mensurável.Por isso, uma nova etapa começa a ganhar espaço no mercado corporativo. Em vez de discutir apenas quais ferramentas utilizar, empresas passaram a buscar formas de estruturar projetos, criar fluxos de trabalho e desenvolver competências capazes de transformar a tecnologia em resultados concretos.“A próxima vantagem competitiva não será ter acesso à IA. Será saber aplicá-la para gerar resultado. Nos próximos anos, a diferença estará entre os profissionais e empresas que conseguem integrar a tecnologia aos seus processos e aqueles que continuam utilizando a IA apenas como uma ferramenta de apoio pontual”, afirma Janaina.A diferença entre organizações que apenas experimentam IA e aquelas que conseguem capturar valor da tecnologia pode estar justamente nessa capacidade de avançar do uso pontual para uma aplicação estratégica e integrada ao negócio.The post Apenas 13% dos profissionais usam IA de forma avançada no trabalho, aponta estudo appeared first on InfoMoney.