Brasileiro volta a colocar dinheiro na poupança — e a ter “prejuízo”; veja de quanto

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O investidor brasileiro voltou a colocar dinheiro na poupança em maio. Os depósitos superaram as retiradas em R$ 2,6 bilhões no mês, na primeira captação líquida da caderneta em 2026. A má notícia, no entanto, é que esses investidores estão deixando dinheiro na mesa ao investir na poupança. “A poupança não costuma ser a melhor opção de investimento, mesmo para perfis conservadores”, diz Antônio Sanches, analista de renda variável da Rico. Ele calculou o rendimento dos principais instrumentos de renda fixa e mostrou que a diferença da caderneta para outros ativos pode chegar a R$ 20 mil em uma aplicação de R$ 10 mil. Leia também: Mercado de crédito está mais arriscado, mas há oportunidades, observa gestor da XP“Há investimentos com nível de risco tão baixo quanto a poupança que apresentam rentabilidade superior, muitas vez com as mesmas características”, segundo o especialista, que cita CDBs de liquidez de diária e Fundos DI como exemplos.Partindo de um investimento inicial de R$ 10 mil, Sanches calcula que a diferença entre a poupança e um CDB que paga 115% do CDI pode chegar a R$ 635 em apenas um ano. A simulação considera a Selic estável em 14,25% e já entrega a rentabilidade de CDBs e Tesouro Selic livres do Imposto de Renda: poupança, LCIs e LCAs são isentas de IR. A diferença aumenta com o tempo: em dez anos, a caderneta entrega R$ 19.725,98, enquanto o Tesouro Selic chega a R$ 33.422,86 e o CDB alcança R$ 39.684,64 – quase o dobro.PrazoPoupançaTesouro SelicCDB 100% do CDICDB 115% do CDILCI/LCA 85% do CDI1 anoR$ 10.702,96R$ 11.154,35R$ 11.162,43R$ 11.337,98R$ 11.197,612 anosR$ 11.455,33R$ 12.555,17R$ 12.564,06R$ 12.980,61R$ 12.538,753 anosR$ 12.260,60R$ 14.102,42R$ 14.109,74R$ 14.826,55R$ 14.027,874 anosR$ 13.122,46R$ 15.884,33R$ 15.886,47R$ 16.987,84R$ 15.707,995 anosR$ 14.044,92R$ 17.912,54R$ 17.904,91R$ 19.488,86R$ 17.581,4210 anosR$ 19.725,98R$ 33.422,86R$ 33.244,55R$ 39.684,64R$ 30.980,61Fonte: Antônio Sanches, analista de renda variável da RicoSanches destaca que a vantagem de outros instrumentos não vem, necessariamente, acompanhada de mais risco. “Um CDB de 100% que tenha liquidez diária vai oferecer um nível de segurança muito alto para o investidor, porque conta com a proteção do FGC”, explica. O Fundo Garantidor de Créditos cobre aplicações de até R$ 250 mil por instituição, com limite de R$ 1 milhão por CPF. Já o Tesouro Selic carrega o chamado risco soberano, a garantia do próprio governo federal. “É o risco soberano, e você vai ter algo muito próximo a 100% do CDI, que é uma rentabilidade superior à da poupança”, diz.O analista da Rico também fala sobre a liquidez da poupança, muitas vezes usada como argumento a favor da caderneta. “Há aplicações com características muito similares, às vezes com risco soberano – como o Tesouro Selic –, às vezes com proteção do FGC – como CDBs –, e com uma rentabilidade superior, mesmo em prazos curtos”.Ele reconhece que em prazos muito curtos, a rentabilidade da poupança pode ser maior em algumas janelas, mas a vantagem é muito pequena: “os juros compostos acontecem nos outros investimentos, enquanto na poupança, só ocorrem na data de aniversário”. Por último, Sanches fala sobre a isenção de Imposto de Renda da poupança e mostra que mesmo com IR, a rentabilidade de outros instrumentos é maior: “esse imposto já é retido na fonte, então nào há dificuldade alguma para o investidor recolher”.The post Brasileiro volta a colocar dinheiro na poupança — e a ter “prejuízo”; veja de quanto appeared first on InfoMoney.