Ibovespa perde força, dólar sobe e Nasdaq mira máximas; o que esperar?

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O mercado segue dividido entre Brasil e exterior. O Ibovespa voltou a perder força após interromper a sequência histórica de oito semanas consecutivas de queda e continua negociando dentro de uma estrutura de baixa no curto prazo. Enquanto isso, o dólar futuro mantém a recuperação iniciada nas últimas semanas e volta a mirar resistências importantes.Nos Estados Unidos, o ambiente segue mais favorável. Nasdaq e S&P 500 estenderam o movimento de recuperação e se aproximam novamente das máximas históricas, sustentados por fluxo comprador e pela retomada acima das médias móveis. Já o Bitcoin continua sendo o elo mais fraco entre os principais ativos, permanecendo abaixo dos US$ 70 mil e ainda sem sinais consistentes de reversão.Com isso, segue-se vendo um cenário em que o mercado brasileiro ainda inspira cautela, enquanto os ativos americanos mostram maior resiliência. O foco agora está na defesa dos suportes do Ibovespa, na continuidade da recuperação do dólar e na capacidade das bolsas americanas de renovarem máximas, enquanto o Bitcoin tenta evitar uma retomada do movimento de baixa.Leia tambémMinidólar (WDON26): veja suportes e resistências para operar nesta sessãoSaiba o que esperar para o minidólar nesta segunda (22)Mini-índice (WINQ26): veja os níveis que podem definir o rumo do índiceConfira o que a análise técnica aponta para o mini-índice hoje (22 de junho)Análise técnica do IbovespaPelo gráfico diário, sigo observando o Ibovespa em tendência de baixa desde a máxima histórica em 199.354 pontos, registrada em abril. Após a reação da semana anterior, o índice voltou a fechar no negativo, recuando 1,64% no período. Em 2026, ainda acumula alta de 4,47%, mas continua perdendo força.Na última sessão, o índice encerrou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, aos 168.333 pontos. O IFR (14) em 33,84 se aproxima da região de sobrevenda, o que pode favorecer repiques técnicos, embora o fluxo principal ainda seja vendedor.A região da média de 200 períodos, em 167.600 pontos, segue como um suporte importante. Caso seja perdido, vejo espaço para uma aceleração da correção em direção a 164.780/161.745 pontos, com alvos mais longos em 157.000/153.570 pontos.Para que o índice volte a ganhar força, será necessário superar as resistências em 174.230/178.340/181.560 pontos. Acima dessas faixas, os próximos objetivos passam por 187.780/192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica em 199.354 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise técnica do DólarNo dólar futuro, sigo vendo uma melhora gradual da estrutura técnica. O contrato avançou 1,62% na semana e continua negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. A recuperação ganhou força após o rompimento da linha de tendência de baixa (LTB), e o movimento recente de pullback reforça a possibilidade de continuidade das altas.Na última sessão, o contrato recuou 0,19%, encerrando aos 5.165,5 pontos. O IFR (14) em 57,68 permanece em região neutra.O principal obstáculo agora é a média de 200 períodos, em 5.272 pontos. Caso consiga superar essa faixa e a resistência em 5.232,5 pontos, vejo espaço para avanços em direção a 5.383,5/5.446 pontos, com alvo mais longo em 5.614 pontos.Na ponta contrária, a perda de 5.046/4.992/4.910 pontos recolocaria o ativo em trajetória de baixa, com suportes em 4.842/4.798,5 pontos e, posteriormente, em 4.752,5/4.697 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise técnica da NasdaqA Nasdaq voltou a ganhar força e registrou a segunda semana consecutiva de alta. Apesar da correção iniciada após a máxima histórica em 27.190 pontos, o índice voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando melhora da estrutura de curto prazo.Na última sessão, avançou 1,91%, aos 26.517 pontos. Ainda assim, acumula queda de 1,69% em junho.Para que o movimento de recuperação ganhe continuidade, será importante superar 26.685 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 27.190 pontos. Acima dessas regiões, os alvos passam a ser 27.545/27.895 pontos e depois 28.330/29.000 pontos.Por outro lado, a perda dos suportes em 26.010/24.980 pontos pode recolocar o índice em trajetória corretiva, com objetivos em 24.200/23.165 pontos e, em um cenário mais amplo, em 22.500/22.020 pontos.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazConfira nossas análises:Dólar abaixo de R$ 5? Super Quarta pode definir tendência da moedaApós queda forte da Bolsa, 34 ações se aproximam da média de 200 dias; veja listaAnálise técnica do S&P 500O S&P 500 também mantém o viés positivo e segue acima das médias móveis, sustentando o movimento de recuperação das últimas semanas. O índice é negociado aos 7.489 pontos e acumula baixa de 1,10% em junho.A máxima histórica em 7.618 pontos continua sendo o principal objetivo dos compradores. Um rompimento dessa faixa abriria espaço para 7.675/7.740 pontos e, posteriormente, para 7.810/7.935 pontos.Na ponta negativa, a perda de 7.400/7.222 pontos pode provocar uma retomada da correção, com suportes em 7.045/6.890 pontos e alvo mais longo em 6.727 pontos.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise do BitcoinO Bitcoin continua sendo o ativo mais fragilizado entre os principais mercados. Apesar de ter apresentado uma recuperação pontual nas últimas semanas, sigo vendo uma estrutura predominantemente baixista. O ativo permanece abaixo dos US$ 70.000 e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.A região dos US$ 59.130 continua sendo o principal suporte. Uma perda dessa faixa pode destravar um movimento mais intenso de baixa, com objetivos em US$ 52.550/US$ 49.000 e, em um cenário mais amplo, em US$ 43.880.Para uma recuperação mais consistente, será necessário superar as resistências em US$ 67.292/US$ 70.465/US$ 74.450. Acima dessas regiões, os próximos alvos passam por US$ 78.200/US$ 82.850, com projeção mais longa em US$ 84.650.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazIFR (14) – IbovespaO IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.The post Ibovespa perde força, dólar sobe e Nasdaq mira máximas; o que esperar? appeared first on InfoMoney.