Férias 2026: orçamento médio desce para 861 euros e jovens lideram viagens internacionais

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Os portugueses não abdicam das férias, mas estão a mudar a forma de viajar. Enquanto os mais jovens procuram cada vez mais experiências internacionais e distribuem os períodos de descanso ao longo do ano, as famílias continuam a concentrar as férias nos meses de verão e a privilegiar destinos dentro de Portugal.Segundo o estudo ‘Férias 2026′ do Observador Cetelem, 78% dos portugueses já têm as férias deste ano marcadas. Entre os 66% que planeiam viajar, 44% pretendem fazê-lo exclusivamente em Portugal, enquanto 30% optam apenas pelo estrangeiro e 21% combinam destinos nacionais e internacionais. Orçamento médio desce para 861 eurosA pressão económica continua a influenciar as decisões dos consumidores. O orçamento médio previsto para as férias de 2026 situa-se nos 861 euros, um valor inferior ao registado em anos anteriores.Para comparação, no verão do ano passado o orçamento médio era de 967 euros, enquanto em 2019 atingia os 1.353 euros, o que representa uma redução de 37% face ao período pré-pandemia.Mais de metade dos portugueses (57%) definiu um limite de gastos para as férias e apenas 17% prevê gastar mais de 1.500 euros. Jovens impulsionam viagens internacionaisA análise revela diferenças claras entre gerações. As viagens ao estrangeiro são sobretudo impulsionadas pelos portugueses entre os 18 e os 34 anos, enquanto os grupos etários entre os 35 e os 74 anos assumem-se como os principais dinamizadores do turismo interno.Também na escolha das datas se observam diferenças. Embora 64% dos portugueses continuem a concentrar as férias entre junho e setembro, com agosto a liderar as preferências (34%), os mais jovens demonstram maior flexibilidade e distribuem os seus períodos de descanso ao longo do ano. Hotel continua a ser a primeira escolhaQuando chega o momento de escolher onde ficar, o conforto continua a pesar na decisão. A hotelaria mantém-se como a opção favorita de 43% dos portugueses, seguida pelo Alojamento Local (24%), pelo arrendamento de moradias ou apartamentos (19%) e pela estadia em casa de familiares ou amigos (19%).A duração típica das férias mantém-se nas duas semanas, opção escolhida por 53% dos inquiridos. Inflação e combustíveis condicionam escolhasA inflação continua a ser o principal fator a influenciar o planeamento das férias, apontada por 39% dos inquiridos. Seguem-se:A intenção de poupar (36%);O aumento dos combustíveis (35%);As limitações do orçamento familiar (31%).Apesar disso, 48% dos portugueses pretendem manter o mesmo nível de consumo do ano anterior, enquanto 29% admitem reduzir despesas.Como os portugueses estão a poupar para não abdicar das fériasPara garantir alguns dias de descanso sem ultrapassar o orçamento disponível, muitos portugueses estão a ajustar hábitos de consumo.Entre as principais estratégias destacam-se:28% reduziram gastos em atividades de lazer e restauração;27% escolheram alojamentos mais económicos;21% desistiram de viajar para o estrangeiro.Os custos fixos continuam a absorver a maior fatia do orçamento. O alojamento representa 32% das despesas, seguido da alimentação (29%) e dos transportes (21%). Inteligência artificial já ajuda a planear fériasA tecnologia está a ganhar espaço no processo de organização das viagens. De acordo com o estudo, 62% dos portugueses já recorrem ou consideram recorrer à inteligência artificial para planear as férias.As utilizações mais frequentes incluem:Pesquisa de destinos (33%);Comparação de opções (33%);Criação de roteiros personalizados (32%);Apoio durante a viagem (18%).Apesar da crescente confiança na tecnologia, os portugueses continuam a valorizar sobretudo as recomendações humanas. Amigos continuam a ser mais influentes do que influencersQuando chega o momento de tomar decisões, as recomendações de amigos e familiares continuam a ser consideradas a fonte de informação mais credível. As avaliações online de outros utilizadores e as agências de viagens também surgem entre as fontes mais valorizadas.Curiosamente, a inteligência artificial já supera os influenciadores digitais em termos de confiança, sendo estes últimos apontados como a fonte menos relevante para planear férias. Férias continuam a ser prioridadeMesmo num contexto de inflação, aumento do custo de vida e necessidade de maior controlo financeiro, os portugueses continuam a colocar as férias entre as suas prioridades.A diferença está na forma como viajam: os mais jovens procuram experiências internacionais e maior flexibilidade, enquanto as famílias continuam a apostar em Portugal, adaptando orçamentos para não abdicar do descanso de verão.O conteúdo Férias 2026: orçamento médio desce para 861 euros e jovens lideram viagens internacionais aparece primeiro em Revista Líder.