STF adia julgamento da “uberização”; pauta será analisada no 2º semestre

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O STF (Supremo Tribunal Federal) adiou para o segundo semestre o julgamento que vai decidir se motoristas de aplicativo têm vínculo empregatício com as plataformas, a chamada “uberização”.O caso envolve a Uber do Brasil e foi retirado da pauta desta quarta-feira (24) pelo ministro Edson Fachin, presidente da Corte e relator da matéria. O processo tem repercussão geral, o que significa que a decisão da Corte deverá orientar a solução de processos semelhantes em todo o Judiciário.”O adiamento atende a pedidos do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da DPU (Defensoria Pública da União), que pediram mais tempo para incorporar ao processo um fato novo: a aprovação, em 12 de junho, de uma convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que define regras internacionais para o trabalho intermediado por aplicativos e plataformas digitais. Leia Mais Michelle fala em "punhalada" e expõe atrito com Flávio Bolsonaro Fachin quer análise técnica antes de decidir relator de caso Dark Horse STF amplia alcance de perda de cargo por improbidade administrativa A convenção foi aprovada com ampla maioria na 114ª Conferência Internacional do Trabalho, por 406 votos a favor e apenas 8 contrários. O MPT e a DPU argumentam que o documento tem impacto direto sobre a matéria em julgamento no STF.Em despacho, Fachin acolheu o argumento e abriu prazo de cinco dias para que a Uber e dezenas de entidades interessadas no processo se manifestem.Com os prazos processuais a cumprir e o recesso do Judiciário em julho, o caso só voltará à pauta no segundo semestre. A decisão terá efeito vinculante, ou seja, será de observância obrigatória para todos os processos semelhantes que tramitam na Justiça do Trabalho do país.“Uberização”: STF define se motoristas de aplicativo têm vínculo de emprego | AGORA CNN