SLC Agrícola (SLCE3) amplia perdas após compra de terras das Radar; Itaú BBA vê operação abaixo do desconto das ações

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As ações da SLC Agrícola (SLCE3) recuavam 2,96% por volta de 10h37 desta segunda-feira (29), depois de cair cerca de 1% na última sexta (26), após a companhia confirmar que exerceu direito de preferência pelas terras da Radar.O valor total da transação é de R$ 1,85 bilhão, com pagamento dividido em duas etapas: R$700 milhões agora e R$ 1,15 bilhão até 30 de outubro de 2026.Segundo o Itaú BBA, o preço implícito da transação, de cerca de R$ 64 mil por hectare arável, representa um prêmio de 8% em relação ao valor patrimonial líquido (NAV, na sigla em inglês) da SLC e parece justificável pela qualidade da terra, infraestrutura existente e histórico de operação da companhia na região. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "SLCE3", "SLCE3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "55814b6"} ); Além disso, o valor indica um desconto de 15% a 20% na comparação com outras áreas maduras.Ainda assim, o desconto é menor do que o desconto atual das ações da empresa em relação ao NAV, o que pode reabrir o debate entre investidores.Outro ponto citado pelos analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Rya Matsuyama é a alavancagem. O endividamento, medido pela relação dívida líquida e resultado operacional (Ebitda, métrica utilizada pelo mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa), que pode subir 0,7 vez, impulsionada pela incorporação de 11,2 mil hectares adicionais e pela transição gradual de áreas arrendadas para próprias.“Essa mudança pode gerar ganhos ao eliminar custos de arrendamento e aumentar o retorno por hectare, mas também prolonga um nível mais elevado de endividamento. No longo prazo, a operação pode gerar valor com valorização das terras e ganhos operacionais, mas no curto prazo tende a adiar retornos em caixa e manter uma postura mais conservadora do mercado, especialmente em um cenáriode juros mais altos”.