Polícia do DF deflagra operação contra descontos ilegais no BRB em contas de aposentados

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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a ‘Operação Parasitas’, que investiga um esquema de descontos associativos supostamente realizados sem autorização em contas do Banco de Brasília (BRB) de aposentados e pensionistas vinculados ao governo do Distrito Federal.A apuração indica que mais de 3.500 contas podem ter sido atingidas, com prejuízo inicial calculado em mais de R$ 5 milhões. Em diversos casos analisados, as vítimas relataram não ter autorizado os descontos.SAIBA MAIS: Onde investir para buscar maximizar o seu patrimônio?Use o simulador gratuito do Money Times e receba recomendações de investimento com estratégia e segurançaEm nota, a Polícia Civil informou que as investigações apontaram que as associações firmavam contratos para autorização de débitos automáticos sem comprovação adequada da manifestação de vontade dos beneficiários. Em muitos casos, as vítimas relataram que não autorizaram os descontos.Na operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. Entre os alvos estão sedes de associações investigadas por suposta participação no esquema.De acordo com a Polícia Civil, a investigação apura ainda a eventual participação de pessoas ligadas à operacionalização dos descontos e à manutenção do modelo de arrecadação investigado.AfastamentosEm comunicado ao mercado na noite desta terça-feira, o BRB informou que determinou o afastamento de três empregados até conclusão das investigações e a eventual apuração de responsabilidades. Segundo o BRB, a operação teve origem em notícia-crime apresentada pelo próprio banco.O BRB informou que os fatos sob investigação “não guardam relação com a atual administração da companhia e reafirma que eventuais irregularidades, uma vez comprovadas, serão tratadas com o devido rigor, em conformidade com a legislação aplicável e seus normativos internos”.“Com base nas informações disponíveis até o momento, não foram identificados impactosmateriais sobre a situação econômico-financeira do banco, seus negócios ou os direitos de seusacionistas que demandem, neste momento, a divulgação de Fato Relevante, nos termos daResolução CVM nº 44/2021″, afirmou o BRB.