RZAG11 leva a cotistas proposta para ampliar ativos elegíveis do FiagroO RZAG11 (Riza Agro Fiagro) convocou seus cotistas para deliberar sobre a alteração da política de investimentos do fundo. A proposta integra a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) chamada pela administração, cuja consulta formal será encerrada em 13 de julho. O objetivo é ampliar o conjunto de ativos elegíveis, hoje focado em operações de crédito do agronegócio, com destaque para Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).Segundo a administração, a mudança permitirá diversificar instrumentos dentro do mesmo ecossistema. A política atual concentra a atuação em crédito ligado ao agronegócio, mantendo o perfil do portfólio ajustado ao regulamento vigente e à estratégia da gestão.RZAG11 poderá incluir novos instrumentos financeirosSe aprovada na AGE, a proposta autoriza o fundo a investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) relacionados a imóveis rurais ou a cadeias agroindustriais. Também passam a ser elegíveis Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), Cédulas de Produto Rural com Liquidação Financeira (CPR-Fs), Certificados de Depósito Agropecuário (CDAs), Warrants Agropecuários (WAs) e Cédulas Imobiliárias Rurais (CIRs), além de outros direitos creditórios vinculados ao agronegócio.A proposta inclui ainda a possibilidade de adquirir cotas de outros Fiagros, ampliando o leque de alocação dentro do próprio setor. Conforme a documentação submetida, a alteração busca apenas habilitar esses ativos na política de investimentos, condicionada à aprovação dos cotistas.A administração destaca que não há mudanças imediatas na composição da carteira. A alteração se restringe aos ativos que poderão ser comprados futuramente, sempre em conformidade com o regulamento do fundo e a estratégia definida pela gestão.Carteira atual e alocação do FiagroA proposta ocorre enquanto o fundo mantém alto nível de alocação. De acordo com dados de abril, aproximadamente 95,4% do patrimônio líquido estava investido. A carteira seguia integralmente indexada ao CDI, refletindo as características das operações hoje mantidas.Do total investido, cerca de 82% estavam em operações de longo prazo e 14% em operações de custeio de safra. Os 4% restantes permaneciam em caixa, preservando liquidez para movimentações táticas ou compromissos de curto prazo.Em garantias, aproximadamente 89% da carteira contavam com aval e alienação fiduciária de terras. Na distribuição por segmentos, a cadeia da soja representava 43% do portfólio, seguida por sementes de soja, milho, algodão e outras culturas agrícolas, conforme a segmentação divulgada.Resultados e distribuição em abrilEm abril, o fundo registrou resultado de R$ 8,03 milhões, segundo relatório da gestão. No mesmo período, foram distribuídos R$ 0,12 por cota, o que correspondeu a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,28%, considerando a cotação utilizada pelo fundo no cálculo.A eventual aprovação da nova política de investimentos não altera automaticamente os rendimentos. A medida trata apenas da ampliação dos ativos elegíveis para investimento pelo Fiagro, ficando as eventuais alocações sujeitas às decisões futuras da gestão e às condições de mercado. Com isso, a política passa a permitir uma gama maior de instrumentos financeiros vinculados ao agronegócio, preservando a necessidade de aderência ao regulamento e ao mandato do fundo.