O Goldman Sachs elevou a recomendação da Bradsaúde (SAUD3) de venda para compra e aumentou o preço-alvo da ação de R$ 11,50 para R$ 16. Na avaliação do banco, a fusão dos ativos de saúde do Bradesco com a antiga operação da Odontoprev criou uma companhia mais atrativa, com forte exposição ao mercado de planos de saúde, responsável por cerca de 85% do lucro pro forma no primeiro trimestre de 2026. Às 11h15 (horário de Brasília), as ações da companhia subia 0,75%, a R$ 13,50.Em relatório, o analista Gustavo Miele avalia que a força da marca Bradesco Saúde no setor, reforçada pela criação da joint venture Atlântica D’Or com a Rede D’Or São Luiz (RDOR3) em 2024, deve contribuir para ganhos adicionais de participação de mercado, especialmente nas regiões onde a Rede D’Or amplia sua presença em parceria com a companhia.Apesar da visão positiva para crescimento, o Goldman Sachs vê espaço mais limitado para expansão da rentabilidade a partir de 2026. Isso porque a empresa já se beneficiou, em 2025, de um ciclo de reajustes mais elevados nos planos de saúde, implementados após a pressão sobre a sinistralidade observada no período pós-pandemia.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe e tenta retomar os 170 mil pontosBolsas dos EUA operam mistas em meio a negociações com Irã JPMorgan eleva Yduqs para compra e rebaixa Ânima com visão sobre juros; YDUQ3 saltaRevisão reflete um cenário mais desafiador para juros e deterioração operacional.Nas demais unidades de negócios, o banco projeta dinâmica estável para a operação odontológica, antiga Odontoprev, enquanto enxerga a Atlântica D’Or como um dos principais motores de crescimento de lucros no longo prazo. A participação da joint venture nos resultados da companhia deve sair de um nível praticamente nulo atualmente para cerca de 8,5% em 2030, sustentada pela maturação dos ativos já em operação e pela entrega de novos projetos.O Goldman também destaca a atratividade da companhia sob a ótica macroeconômica. A empresa deve encerrar 2026 com posição líquida de caixa próxima de R$ 8 bilhões, desconsiderando provisões de seguros, o que favorece os resultados financeiros em um ambiente de juros elevados. A equipe econômica do banco projeta Selic média de 14% em 2026 e de 11,5% em 2027.Por fim, os analistas consideram que o múltiplo de 9,2 vezes lucro estimado para 2026 representa um ponto de entrada atrativo para a ação, especialmente diante de potenciais catalisadores, como margens melhores que o esperado na operação de saúde e eventuais distribuições de juros sobre capital próprio. Como riscos, o relatório cita a baixa liquidez do papel e a necessidade de ampliar o free float de 8,7% para pelo menos 15% até outubro de 2027.The post Bradsaúde: Goldman eleva SAUD3 para compra “por união entre crescimento e proteção” appeared first on InfoMoney.