Uma operação do Corpo de Bombeiros de São Francisco, nos Estados Unidos, resgatou um homem que ficou preso em um caminhão de lixo. O salvamento durou duas horas e deixou um bombeiro ferido.Um porta-voz da empresa de coleta de lixo Recology disse à imprensa americana que a vítima foi descoberta por um motorista que ouviu gritos que pareciam sair da carroceria. Leia Mais A história da Kombi: como o utilitário que movimentou as ruas brasileiras por mais de meio século virou um valioso item disputado por colecionadores Como o ChatGPT decodificou e o que dizia uma mensagem de guerra de Napoleão escrita há 217 anos Um mosquito ficou preso no avião durante a decolagem e atravessou o mundo, causando mortes por malária na Europa O funcionário, que havia ativado a função compactadora do veículo, desligou o motor e começou a investigar a origem do barulho. Quando abriu uma das portas laterais do caminhão, ele conseguiu ouvir a voz e até trocar palavras com o homem antes de ligar para o serviço de emergência 911.A equipe de bombeiros retirou com um espeto coletor os sacos de lixo do caminhão para chegar até o homem soterrado no fundo da carroceria. Antes de conseguir liberar seu corpo totalmente, paramédicos conseguiram acesso a um dos braços da vítima para administrar fluidos intravenosos.O pior cenário, segundo o representante do Corpo de Bombeiros de São Francisco, era que o homem tivesse sido esmagado pelo compactador do caminhão. Também havia risco de contato com objetos cortantes, resíduos médicos ou substâncias tóxicas descartadas nas lixeiras comuns.Depois de duas horas, finalmente foi possível retirá-lo do veículo e transferi-lo em ambulância para um hospital próximo. O status de saúde da vítima não foi divulgado, mas ele estava consciente quando foi colocado na maca.Seu motivo para estar em meio ao lixo não foi divulgado, mas em coletiva de imprensa um porta-voz dos bombeiros especulou que ele estivesse procurando comida ou objetos de valor.O caso aconteceu no início de setembro. Na Califórnia, a prática chamada de “dumpster diving” [“mergulho na lixeira”] é legal em locais públicos, mas não em propriedades e veículos particulares.Ela é associada principalmente a grupos em extrema pobreza ou em situação de rua; no entanto, nos últimos anos, criadores de conteúdo começaram a gravar e compartilhar seus “mergulhos” nas redes sociais, expondo desde achados de alto valor, como cosméticos e eletrônicos de luxo, até encontros com policiais.