Celulose reage: analistas veem potencial de alta de 44% para Suzano (SUZB3)

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Celulose reage: analistas veem potencial de alta de 44% para Suzano (SUZB3)O preço da celulose ganhou fôlego, mas a recuperação ainda precisa convencer quem compra. A matéria-prima de fibra curta chegou a aproximadamente US$ 580 por tonelada na China em setembro, avanço de cerca de US$ 20 sobre agosto. Nesse cenário, a XP manteve recomendação de compra para Suzano (SUZB3), com preço-alvo de R$ 60 e potencial de valorização de 44% sobre a cotação de referência do relatório.Segundo os analistas da XP Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, os preços podem ganhar mais força no início do quarto trimestre. O avanço, porém, esbarra na demanda ainda frágil da China, onde os fabricantes de papel enfrentam dificuldades para absorver novos reajustes.O que fez a celulose subir?Segundo a XP, a combinação de menor disponibilidade para compras imediatas, redução dos estoques nos portos chineses e ofertas de importação mais firmes ajudou a sustentar os preços.A celulose de fibra curta, identificada no relatório pela sigla BHKP, é uma matéria-prima utilizada na fabricação de papéis. O preço dessa fibra influencia as receitas dos produtores, enquanto representa um custo para as empresas que a transformam em produtos finais.Para outubro, a Suzano anunciou reajustes de US$ 20 por tonelada na Ásia e de US$ 50 na Europa e nas Américas, conforme o relatório. A Arauco também aumentou em US$ 20 sua oferta de fibra curta na China.Anunciar um reajuste, porém, não garante que ele seja integralmente aceito pelos compradores. A XP aponta resistência às negociações com preços maiores, diante da baixa rentabilidade dos fabricantes chineses de papel.Quer entender melhor os investimentos e acompanhar análises de empresas? Venha conhecer a Black Friday da Suno e confira as ofertas.Suzano, Klabin e Irani seguem com indicação de compraAlém da Suzano, a XP manteve recomendação de compra para Klabin (KLBN11), com preço-alvo de R$ 24, e Irani (RANI3), com alvo de R$ 10. Os potenciais de valorização apresentados foram de 30% e 24%, respectivamente.Esses percentuais utilizam as cotações de referência do documento, não os preços em tempo real, e representam estimativas dos analistas.No comércio exterior, as exportações brasileiras de celulose cresceram 18% em setembro frente a agosto e 4% sobre o mesmo mês de 2025. Os estoques nos portos chineses, por sua vez, caíram 4% em agosto na comparação mensal.Apesar desses sinais, os fabricantes chineses de papel continuam comprando principalmente para atender necessidades imediatas, segundo a XP.“Esperamos que os preços ganhem mais força no início do quarto trimestre de 2026, mas vemos espaço limitado para a celulose de fibra curta se manter acima de aproximadamente US$ 600 por tonelada sem uma recuperação significativa da demanda dos fabricantes de papel”, escreveram os analistas da XP.