A SVN Investimentos acredita que um ambiente de maior confiança dos investidores e condições macroeconômicas mais favoráveis podem abrir espaço para uma retomada dos negócios após as eleições. Ao mesmo tempo, a empresa traçou uma meta de longo prazo: elevar os ativos sob custódia dos atuais R$ 35 bilhões para R$ 100 bilhões até 2030.As informações foram apresentadas pela administração da SVN em uma reunião com o UBS BB e constam de relatório publicado em 8 de outubro, assinado pelos analistas de bancos para a América Latina Thiago Batista, CFA, Beatriz Shinye e Kaio Prato.Segundo o relatório, o encontro virtual contou com Felipe Bernardes, sócio-fundador da SVN Investimentos, que detalhou o momento atual da companhia e os planos de expansão para os próximos anos.Fundada em 2007, a SVN tem hoje cerca de 45 mil clientes, R$ 35 bilhões em ativos sob custódia e aproximadamente 650 funcionários, dos quais mais de 420 são assessores financeiros.A empresa mantém forte presença no segmento de alta renda. O patrimônio médio por cliente gira em torno de R$ 800 mil, com atuação que inclui investimentos, gestão de patrimônio e private banking.“Pão quente”: a receita da Magno Investimentos para liderar ranking de atendimentoCaptação reage após início de ano mais difícilUm dos sinais positivos destacados pela SVN está na evolução recente da captação.De acordo com o relatório do UBS BB, os primeiros sete meses de 2026 foram mais difíceis em termos de entradas líquidas de recursos, mas o quadro começou a mudar no terceiro trimestre.Agosto e setembro registraram números positivos tanto em captação líquida quanto na ativação de contas de clientes.A administração avalia que a SVN está bem posicionada para capturar uma eventual melhora da confiança do investidor e um cenário macroeconômico mais favorável após as eleições.Esse movimento ainda ocorre, porém, em um mercado no qual os clientes mantêm parcela relevante do patrimônio em produtos considerados de menor risco.Entre o 1º e o 2º turno: como investir na Bolsa sem apostar tudo na eleiçãoSVN quer chegar a R$ 100 bilhões até 2030É nesse cenário que a SVN pretende acelerar sua expansão nos próximos anos.A meta é levar os ativos sob custódia de aproximadamente R$ 35 bilhões para R$ 100 bilhões até 2030, o que representaria praticamente triplicar o tamanho atual da plataforma.Segundo o UBS BB, a estratégia está apoiada principalmente em três frentes: contratação de novos assessores, ganhos de produtividade e oportunidades seletivas de fusões e aquisições, conhecidas pela sigla M&A.O crescimento de ativos da SVN ficou em torno de 20% ao ano nos últimos cinco anos, ritmo que, embora abaixo do observado anteriormente, ainda permitiu à companhia ampliar sua presença entre investidores de maior patrimônio.A administração também continua avaliando alternativas estratégicas para o negócio, mas adota uma postura mais cautelosa diante de movimentos que poderiam alterar significativamente o modelo atual.Entre essas possibilidades está uma eventual migração para um modelo de corretora. Por enquanto, porém, a prioridade, segundo o relatório, está no crescimento sustentável e na execução da estratégia atual.Referência no Norte, GPX desafia cultura da poupança e mira R$ 5 bi sob custódiaRenda fixa ainda concentra maior parcela das carteirasA composição das carteiras ajuda a explicar tanto as oportunidades quanto algumas das dificuldades encontradas pela indústria de investimentos neste momento.A renda fixa representa aproximadamente 45% dos ativos dos clientes da SVN, enquanto os produtos relacionados à renda variável respondem por cerca de 30% a 35%. Fundos imobiliários também mantêm participação relevante.A preferência dos investidores por ativos de menor risco vem limitando a capacidade de monetização da plataforma de investimentos, segundo a administração.The post SVN vê ambiente mais favorável ao investidor e mira R$ 100 bilhões até 2030 appeared first on InfoMoney.