Black Label Society inicia turnê pelo Brasil com show enérgico em Curitiba

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*Texto por Luís Bocatios | De volta a Curitiba após quase 4 anos, o Black Label Society se apresentou no Tork n’ Roll na noite de sábado (10), iniciando uma turnê pelo Brasil que ainda passará por mais cinco cidades. Mesmo que esteja com um disco novo — “Engines of Demolition”, lançado em março de 2026 —, a banda jogou seguro no repertório, dando destaque a seus maiores sucessos e repetindo 10 das 14 músicas que executou no show de 2022. O resultado foi um show extremamente enérgico, com uma forte comunhão entre público e banda.Foto: Diego Iost @diego.iostDark ChapelA abertura ficou por conta do Dark Chapel, comandado pelo guitarrista Dario Lorina, também do Black Label, cuja sonoridade parece ter surgido da pergunta “e se o Black Sabbath fosse do sul dos Estados Unidos?”. A banda conquistou o público logo de cara com a pesada e simples “Afterglow”, seguida por “Hollow Smile”, cujo riff remete à fase do Sabbath com Ronnie James Dio e melodia à la Alice in Chains. Sentindo a aprovação, os músicos se permitiram interagir mais com a plateia, especialmente o carismático baixista Mike Leon (ex-Soulfly).Foto: Diego Iost @diego.iostAlternando entre uma SG e uma Flying V, Lorina distribuía riffs pesadíssimos, especialmente o que conduz “Sign of Life” da metade até o final. A essa altura, o público já estava completamente nas mãos da banda. O momento de respiro veio com a power-ballad “Hit of Your Love”, com Lorina ao piano e citação final a “Whipping Post”, da Allman Brothers Band, que abriu caminho para um cover pesado de “Ain’t no Sunshine” (Bill Withers). “Burns the Flame”, encerrou set deixando aquele gostinho de “quero mais” — o que é basicamente tudo o que uma banda de abertura precisa fazer.Foto: Diego Iost @diego.iostRepertório:1. Afterglow2. Hollow Smile3. Sign of Life4. Hit of Your Love5. Ain’t no Sunshine (Bill Withers)6. Burns the FlameBlack Label SocietyQuando começa a tocar nas caixas de som uma versão mashup de “Whole Lotta Love” (Led Zeppelin) com “War Pigs” (Black Sabbath), o público sabe que Zakk Wylde e sua trupe estão prestes a subir no palco. Quando a cortina desce, o guitarrista já está em cima do praticável (batizado “ego riser”), com sua pose inconfundível, tocando o riff de “Funeral Bell”, arrasa-quarteirões que contou com um coro ensurdecedor do público no refrão. Já em “Name in Blood”, a voz de Wylde soa mais similar do que nunca à de Ozzy Osbourne.Foto: Diego Iost @diego.iostDiscutir a influência de Black Sabbath na carreira do guitarrista é chover no molhado, mas ela poucas vezes esteve tão latente quanto na celebrada trinca “Destroy & Conquer” (cujo riff lembra muito o de “Hole in the Sky”, uma das melhores músicas do Sabbath), “A Love Unreal” (com introdução cantarolada pelo público) e “Heart of Darkness”. Estas prepararam cenário para um dos grandes momentos do show: a parte final de “No More Tears”, clássico de Ozzy Osbourne. Se o solo dessa música fosse a única obra da vida de Zakk Wylde, seu lugar já estaria garantido no olimpo do heavy metal — e ele parece saber disso ao trazê-lo, nota por nota, para o repertório. Ao fim, gritos em homenagem a Ozzy e beijos de Wylde direcionados para o céu. Ver esse post no InstagramUm post compartilhado por Igor Miranda (@igormirandasite)O momento de homenagens continuou com a balada “In This River”, com imagens dos irmãos Dimebag Darrell e Vinnie Paul, do Pantera, nos telões. Com Wylde no piano, Dario Lorina executou perfeitamente o melódico solo da canção. Em seguida, “The Blessed Hellride”, embora oriunda do disco de mesmo título de 2003, dialogou com o Zakk da fase “Book of Shadows” (1996) ao resgatar a influência de southern rock.Foto: Diego Iost @diego.iostO heavy metal voltou com tudo em “Set You Free”, que deu início à parte mais “guitarrística” do show, com Wylde e Lorina fazendo solos mais longos — algo expandido em “Fire it Up”, na qual os dois passaram minutos solando, com direito a guitarras nas costas. Um excesso divertido e mais comedido em comparação ao que se viu no inesquecível show de Ozzy na Pedreira Paulo Leminski, em 2018, quando Wylde passou mais de 20 minutos solando em “War Pigs”.Foto: Diego Iost @diego.iostEntre as mais celebradas pela plateia, a pesadíssima “Suicide Messiah” contou com um roadie entrando no palco junto de um megafone para cantar o fim do refrão. Já na reta final, “Ozzy’s Song” — encerrada com uma citação ao riff de “Black Sabbath” — pode até ser considerada piegas, mas tem uma letra tão genuína que é difícil não ficar tocado. Também acompanhada por imagens de Osbourne no telão, a canção nos lembra de como Zakk era fã de Ozzy.Foto: Diego Iost @diego.iost“Stillborn”, o maior sucesso do Black Label Society, foi executado com parte do público já começando a ir embora para evitar tumulto na saída do Tork n’ Roll. Um final, curiosamente, não tão enérgico e pouco condizente com o que se viu ao longo de todo o restante do show — um dos mais divertidos do ano em Curitiba.Foto: Diego Iost @diego.iostAgenda — Black Label Society e Zakk Sabbath no Brasil11/10: Carioca Club, São Paulo (Zakk Sabbath)13/10: Mister Rock, Belo Horizonte (Black Label Society)15/10: Toinha, Brasília (Black Label Society)17/10: Sacadura 154, Rio de Janeiro (Black Label Society)18/10: Terra SP, São Paulo (Black Label Society + Zakk Sabbath)20/10: Mirage, Limeira (Black Label Society)Black Label Society — ao vivo em CuritibaLocal: Tork n’ RollData: 10 de outubro de 2026Turnê: Brasil Tour 2026Produção: Liberation MCRepertórioFuneral BellName in BloodDestroy & ConquerA Love UnrealHeart of DarknessNo More TearsIn This RiverThe Blessed HellrideSet You FreeFire it UpSuicide MessiahOzzy’s SongStillbornFoto: Diego Iost @diego.iostQuer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? 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