O transporte de trabalhadores em empresas com operação contínua ganhou destaque com o feriado de 12 de outubro, que neste ano cai em uma segunda-feira. Indústrias, centros logísticos, mineradoras e outras companhias que funcionam 24 horas precisam manter as trocas de turno, mesmo quando parte da oferta de mobilidade nas cidades fica menor.Enquanto muitos motoristas de aplicativo reduzem a jornada, viajam ou descansam no feriado, a demanda por deslocamento continua para quem depende do trabalho em regime ininterrupto. Nesse cenário, a disponibilidade de veículos pode se tornar mais imprevisível, sobretudo nos horários de troca de turno e em unidades localizadas fora das regiões centrais.“Em uma operação que funciona 24 horas, o feriado não elimina a necessidade de deslocamento. Os colaboradores precisam chegar no horário previsto, inclusive em locais onde as alternativas de transporte já são menores em dias normais. Por isso, a mobilidade precisa ser planejada como parte da própria continuidade da operação”, afirma Leandro Farias, CEO da Autonomoz, empresa especializada em mobilidade corporativa.Planejamento antecipado ajuda a reduzir a imprevisibilidadePara empresas que atuam em regime contínuo, a mobilidade dos funcionários entra no planejamento operacional. Segundo Farias, antecipar escalas, horários, regiões atendidas e demanda por veículos ajuda a reduzir os impactos das oscilações na oferta de transporte durante os feriados.Essa organização se mostra especialmente importante para plantas industriais, centros logísticos, mineradoras e outras unidades instaladas em áreas afastadas, onde as opções de deslocamento costumam ser mais limitadas. No transporte corporativo planejado, informações como horários, rotas, volume de passageiros e locais de embarque são definidas com antecedência, o que permite ajustar o atendimento às necessidades de cada empresa.“Esperar o feriado chegar para descobrir se haverá disponibilidade suficiente aumenta a exposição da companhia. Quando as escalas são conhecidas e a mobilidade é organizada com antecedência, a operação ganha previsibilidade justamente em uma data em que o comportamento do transporte pode ser diferente”, explica o CEO da Autonomoz.Transporte de trabalhadores também movimenta a demanda no feriadoO feriado também pode representar oportunidade para motoristas que decidem trabalhar. Mesmo com a redução das atividades em parte das cidades, empresas com funcionamento contínuo seguem exigindo deslocamento de funcionários. No segmento corporativo, essas viagens podem envolver rotas previamente definidas e conhecimento antecipado das condições da corrida.“Enquanto alguns motoristas optam por descansar no feriado, há empresas que continuam funcionando e precisam transportar seus colaboradores. Para quem decide trabalhar, a mobilidade corporativa representa uma demanda que não desaparece porque é feriado”, acrescenta Farias.Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 9,3 milhões de pessoas trabalham em um município diferente daquele onde vivem. Cerca de 1,3 milhão de trabalhadores levam mais de duas horas para chegar ao local de trabalho.A Autonomoz atua com mobilidade corporativa e transporte de colaboradores por meio de uma plataforma tecnológica que conecta motoristas parceiros a empresas. Presente em mais de 175 cidades brasileiras e com cerca de 900 motoristas parceiros, a companhia atende organizações que buscam reduzir custos, otimizar a gestão da mobilidade empresarial e eliminar a necessidade de frota própria.O post Feriado expõe gargalo no transporte de trabalhadores em operações 24 horas apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.