Novo estudo sugere que padrões vocais de um indivíduo podem determinar como ele está envelhecendo

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Escutar a própria voz em gravações de áudio pode ser vergonhoso, já que não temos a mesma percepção de som das outras pessoas. Mas um novo estudo aponta que características linguísticas e auditivas podem determinar a qualidade e a velocidade do envelhecimento de um indivíduo.Publicada na revista Science Advances, a pesquisa explica o desenvolvimento de um modelo de inteligência artificial chamado relógio da fala, que, ao avaliar padrões vocais, consegue estimar o envelhecimento biológico e predizer o risco de doenças neurodegenerativas.O estudo analisou quase 3 mil indivíduos em cinco países da América Latina, abrangendo adultos saudáveis ​​e pessoas com comprometimento cognitivo leve, doença de Alzheimer e diferentes tipos de demência frontotemporal (pessoas que não compreendem a linguagem).Nesses grupos, o relógio de fala investigou como a voz soa, a frequência, as pausas entre palavras, a coerência semântica e a modulação emocional.Resultados da pesquisaDe acordo com a Trinity College Dublin, pessoas cuja fala aparenta ser mais velha do que o esperado para sua idade cronológica também apresentaram sinais de envelhecimento acelerado em diversos sistemas biológicos e clínicos, como condições financeiras, insegurança alimentar, acesso à saúde e experiências da infância.O relógio da fala também diferenciou indivíduos saudáveis ​​de pessoas com demência. Os participantes saudáveis ​​apresentaram as menores diferenças de idade na fala, enquanto diferenças progressivamente maiores foram observadas em pacientes com doença de Alzheimer e em formas de demência frontotemporal.Leia Mais: Super El Niño: ondas de calor no Brasil aumentam a cada fenômeno; é o evento com ligação mais clara com a mudança climática Quando os reis morriam, os servos eram sacrificados no Antigo Egito, apontam novas evidências descobertas em análise de restos humanos Brasil nunca ganhou, mas já teve grandes nomes indicados ao Prêmio Nobel; veja quem são Os pesquisadores enfatizam, no entanto, que o relógio ainda não é um teste garantido que pode diagnosticar demência. O estudo foi principalmente transversal, o que significa que não pode afirmar se um perfil de fala com aparência mais envelhecida prevê quem desenvolverá posteriormente declínio cognitivo ou demência.Controlar pressão arterial pode prevenir demência, diz estudo