Cataratas do Iguaçu têm vazão nove vezes acima do normal, e parque é fechado na Argentina

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O Parque Nacional do Iguaçu, na província argentina de Misiones, teve o acesso temporariamente suspenso nesta segunda-feira (12) depois que a vazão das Cataratas do Iguaçu triplicou em menos de 48 horas. O volume ultrapassou 12 mil metros cúbicos de água por segundo, quase nove vezes a média habitual, estimada em aproximadamente 1.500 metros cúbicos por segundo.A cheia foi provocada pelas fortes chuvas registradas na região da Tríplice Fronteira, entre Argentina, Brasil e Paraguai, e na parte superior da bacia do Rio Iguaçu. O aumento do nível das águas levou a Administração de Parques Nacionais da Argentina e a concessionária Iguazú Argentina a acionarem protocolos preventivos de segurança.As autoridades determinaram inspeções nas trilhas, passarelas e demais estruturas utilizadas pelos visitantes. A medida busca evitar acidentes e possíveis danos às instalações enquanto o rio permanece com vazão elevada.Uma das principais atrações do parque, a passarela de acesso à Garganta do Diabo, já havia sido desmontada preventivamente diante do risco de uma cheia extraordinária. A estrutura permite que os turistas observem de perto uma das maiores quedas d’água do complexo.A preocupação também está relacionada ao histórico de enchentes na região. Em 2023, uma cheia que ultrapassou 20 mil metros cúbicos por segundo provocou danos significativos à passarela da Garganta do Diabo, exigindo trabalhos de reconstrução.O fenômeno ocorre em meio a um período de chuvas intensas, associado às condições climáticas na região e à influência do El Niño. A previsão meteorológica indica possibilidade de melhora do tempo a partir de quinta-feira (15).As Cataratas do Iguaçu estão entre os principais destinos turísticos da América do Sul e recebem visitantes de diferentes países. O complexo é compartilhado por Brasil e Argentina, com parques nacionais nos dois lados da fronteira.A suspensão anunciada nesta segunda-feira atinge o lado argentino. A retomada das atividades dependerá da redução da vazão do rio e das avaliações de segurança realizadas pelas autoridades responsáveis pelo parque.