Reunião do papa no Vaticano deve abordar novo casamento e comunidade LGBT

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O papa Leão XIV pediu a uma assembleia de cerca de 150 bispos de todo o mundo que eles encontrem “novas formas” de ajudar as famílias modernas. A declaração foi feita no início de um encontro de uma semana no Vaticano, seu maior encontro de líderes da Igreja até o momento.A assembleia, que se reunirá até 14 de outubro para discutir os ensinamentos católicos sobre a vida familiar, deverá abordar temas polêmicos.Entre os possíveis assuntos da discussão, estão o tratamento dado pela Igreja às pessoas da comunidade LGBTQIA+ e àqueles que se divorciaram e se casaram novamente, embora essas questões não constem formalmente da pauta.Leão pediu que Deus “nos conceda a liberdade de ouvir uns aos outros, a sabedoria para reconhecer sua obra entre seu povo e a coragem de seguir aonde Ele nos conduz”.Leia Mais: Não há risco de epidemia, diz Rússia após doença misteriosa na Sibéria EUA aumentam pressão por informações da Rússia sobre pneumonia misteriosa Combates no Iêmen deixam mais de 200 mil deslocados segundo a ONU O papa convocou a assembleia, que é um encontro com os presidentes das conferências episcopais católicas de todo o mundo, para marcar o 10º aniversário de um documento histórico de 2016, redigido por seu predecessor, o falecido papa Francisco.Esse texto, intitulado “Amoris Laetitia” (A Alegria do Amor), pediu que a Igreja seja menos rígida e mais compassiva para com os católicos “imperfeitos”, como aqueles que são divorciados e se casaram novamente.De acordo com o ensinamento atual da Igreja, os católicos que se casaram novamente não podem receber a comunhão, a menos que se abstenham de relações sexuais com seu novo cônjuge, pois seu primeiro casamento ainda é válido aos olhos da Igreja.Francisco pareceu abrir as portas para que os católicos que se casaram novamente recebam a comunhão, afirmando em uma nota de rodapé do documento de 2016 que eles poderiam receber “a ajuda dos sacramentos”, mas nunca estabeleceu uma política universal clara para a Igreja mundial.Leão não mencionou especificamente a questão em suas declarações nesta quarta-feira (7), mas afirmou que a Igreja precisa “reconhecer a ação da graça mesmo em situações marcadas por limites, feridas e aparente fracasso”.Bispos de mais de 115 países participam da assembleia, incluindo dois da China, que negociaram um acordo polêmico em 2018 com Francisco, o qual normalizou as nomeações de bispos católicos no país após décadas de tensões.Também participam 11 casais católicos leigos, que devem prestar testemunhos sobre suas vidas.Quem é Robert Prevost, o papa Leão XIV?