A Casas Bahia (BHIA3) divulgou na noite de quarta-feira (7) esclarecimentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e B3 sobre notícia publicada pelo Valor Econômico a respeito de informações extraídas de laudo de constatação prévia no processo de recuperação judicial da varejista.De acordo com a companhia, o laudo foi juntado aos autos em 2 de outubro de 2026 no âmbito da recuperação judicial ajuizada em agosto deste ano. A Justiça determinou a realização dessa verificação e nomeou a ACFB Administração Judicial para analisar pontos como condições de funcionamento de lojas, centros de distribuição e plataforma digital; regularidade da documentação; contratos relevantes; impacto de entradas cedidas fiduciariamente no fluxo de caixa; e status de serviços essenciais.Na resposta enviada à CVM, a Casas Bahia confirmou que o laudo foi apresentado nos autos e que os trechos mencionados na imprensa refletem, em linhas gerais, o conteúdo do documento pericial. No entanto, destacou que se trata de um material de caráter preliminar e informativo, elaborado pela perita com base em diligências próprias, dados públicos e informações fornecidas pela própria companhia.Segundo o documento, as conclusões do laudo não representam sua posição sobre os temas analisados. Além disso, a Casas Bahia ressalta o documento ainda não passou pelo contraditório da companhia nem foi apreciado pelo juízo da recuperação judicial, de modo que não produz efeitos sobre a empresa, seus credores ou seus valores mobiliários.Recuperação judicial da Casas BahiaA Casas Bahia anunciou em 16 de agosto que entrou com pedido de recuperação judicial, em conjunto com algumas subsidiárias.A empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.Além disso, a companhia reportou no balanço do segundo trimestre do ano prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. O valor é 18 vezes maior do que o saldo negativo de R$ 555 milhões apresentado no mesmo período do ano anterior.De acordo com a varejista, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes, como contratos não performados, baixa de ativos, gastos com reestruturação e Imposto de Renda (IR) diferido.Leia mais: 2027 será ainda pior: O alerta do CEO da Casas Bahia (BHIA3), que traça os próximos passos da varejista – Money TimesPor dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.