O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro.Com a determinação de retotalização dos votos — ou seja, uma nova contagem excluindo Garotinho —, Douglas Ruas (PL) deve ser declarado eleito já no primeiro turno, ao superar a marca de 50% dos votos válidos.O relator do caso no TSE, Floriano Azevedo Marques, posicionou-se afirmando que Garotinho estava com direitos políticos suspensos e não atendia às condições de elegibilidade para as eleições de 2026. Os demais ministros da maioria acompanharam esse entendimento.O analista de Política da CNN Matheus Teixeira destacou, no CNN 360°, que os dois votos considerados decisivos para o resultado foram os de Floriano Azevedo Marques e Estela Aranha — ministros que, segundo ele, foram indicados ao TSE por articulação de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, respectivamente.“Essas duas pessoas, que são muito próximas dos dois magistrados do Supremo Tribunal Federal, foram decisivas no sentido de não haver segundo turno, de manter a anulação dos votos de Anthony Garotinho e, com isso, já liquidar a fatura no primeiro turno”, afirmou Matheus Teixeira. Leia Mais Análise: Decisão do TSE sobre RJ deixa Lula com menos um palanque Aliados de Paes apostam em decisão rápida do STF para garantir 2º turno TSE vai analisar caso Garotinho na quinta e pode definir eleições no RJ Segundo o analista, nos bastidores do TSE, o entendimento é que a decisão representa também um gesto ao bolsonarismo, movimento que elegeu uma bancada expressiva no Senado Federal e que tem Flávio Bolsonaro (PL) como favorito nas eleições presidenciais após ele ter obtido 47% dos votos contra 45% de Lula (PT) no primeiro turno.Matheus Teixeira ressaltou ainda que Alexandre de Moraes e Flávio Dino, apontados como padrinhos dos dois ministros que votaram de forma decisiva, vêm dando sinais de aproximação com o bolsonarismo nos bastidores do STF.Divergência entre ministrosA decisão não foi unânime. Ricardo Villas Boas Cueva abriu uma divergência, seguida por Sebastião Alves dos Reis Júnior. Os dois ministros votaram pela validação dos votos e pela realização de um segundo turno nas eleições para o governo do Rio de Janeiro.Na visão deles, a legislação eleitoral determina a retotalização apenas quando, após a eleição, permanece indeferido o registro de candidatura que estava sob análise — o chamado regime subjúdice, condição em que Garotinho efetivamente concorreu. Para esses dois ministros, os votos deveriam ser mantidos e o processo seguir para um segundo turno.Do lado vencedor, além de Floriano Azevedo Marques, votaram pela anulação os ministros Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli e Nunes Marques. O placar final foi de 5 a 2.Os pedidos analisados pelo TSEA Corte Eleitoral analisou dois pedidos distintos. O primeiro partiu do próprio Garotinho, que havia desistido de recorrer, solicitando a validação de seus votos.O segundo veio da campanha de Eduardo Paes (PSD) pedindo a validação dos votos e a realização de um segundo turno. Como a candidatura de Garotinho foi considerada sem condições de elegibilidade pela maioria dos ministros, os votos não puderam continuar compondo o resultado da eleição, abrindo caminho para a declaração de Ruas como eleito no primeiro turno. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.