O candidato do PL à Presidência também voltou a defender, nesta quinta-feira (8), o fim da possibilidade de reeleição para o Executivo do país e afirmou que, caso vença o presidente Lula (PT) no segundo turno, não pretende concorrer a um novo mandato. Ele afirmou ainda que será o Congresso quem vai decidir, mas espera que a mudança já aconteça em um possível mandato que ele venha a presidir no Executivo nacional. “Não tem que valer só para o futuro. Para mim, devia valer já no meu mandato. Se serão quatro ou cinco anos, se também vai valer para governador e prefeito, isso o processo legislativo é que vai definir”, disse o senador.Em discurso na quarta-feira (7), ele já havia comentado da possibilidade de uma mandato de cinco anos, e afirmou que não disputa o poder, mas o “futuro do país”.“Eu não estou disputando o poder; estou disputando o futuro do meu país, o futuro para as minhas filhas, para as filhas de vocês que estão aqui, para quem nos está a assistir. Então fiz o compromisso de não concorrer à reeleição”, declarou.Mudança na ConstituiçãoO senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (6) que quer usar os parlamentares na Câmara e no Senado para eleger um aliado na presidência da Câmara e então mudar a Constituição Federal e “redemocratizar o país”.“Com a maioria no Senado, com a maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara, para gente mudar a Constituição e redemocratizar esse país”, disse Flávio.A declaração foi feita em evento em Goiânia para receber apoio, no segundo turno das eleições de 2026, do ex-candidato Ronaldo Caiado (PSD) e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).Segundo o candiadato, ele é o único capaz de não permitir que o Brasil vire “uma Venezexuela”. “Hoje eu sou o único empecilho para este país não virar uma Venezuela”, afirmou.A Constituição Federal tem cláusulas pétreas, que só podem ser alteradas para ampliar direitos, e não para restringir.No entanto, é possível fazer mudanças na Constituição Federal do Brasil pelas Propostas de Emenda à Constituição (PEC), que antes precisam ser aprovadas pela maioria dos parlamentares na Câmara e no Senado.