Nova IA ajuda pesquisadores a revelar segredos da Grécia Antiga

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São mais de 1 milhão de papiros escritos em grego antigo, ainda não decifrados e espalhados pelo mundo, guardando relatos de civilizações que viveram há milhares de anos. Pesquisadores acreditam que a inteligência artificial pode ser a chave para decifrar parte desse passado.A Academia de Ciências da Áustria, em parceria com a startup francesa Mistral, criou o Apollo, descrito como o “primeiro modelo de linguagem avançado para grego antigo”. A tecnologia ajuda pesquisadores a reconstruir textos danificados, por exemplo, com palavras faltando, e a acelerar descobertas que, antes, levavam anos de interpretação.A IA funciona por meio de uma interface de chatbot e já está disponível para pesquisadores e acadêmicos. Como o ChatGPT decodificou e o que dizia uma mensagem de guerra de Napoleão escrita há 217 anos Google lança ferramenta grátis que diz se conteúdo foi criado por IA Ben Affleck revela como usou IA em novo filme da Netflix; entenda Primeira IA que lê grego antigoA Academia de Ciências da Áustria revelou que o Apollo foi treinado com 600 milhões de palavras de textos históricos em grego, incluindo manuscritos, inscrições e papiros.Na prática, quando um pesquisador submete um material danificado, com trechos faltando ou que não puderam ser decifrados pelo contexto, a IA traça conexões temáticas com a base utilizada no treinamento e usa estatística para estimar o que provavelmente poderia estar escrito.A tecnologia fornece sugestões, e cabe ao acadêmico humano decidir o que faz mais sentido.Segundo a instituição, a ideia é que a IA ajude a revelar detalhes escondidos ou que passaram despercebidos nos textos, e acelere descobertas científicas.“O que antes exigia anos de trabalho meticuloso agora pode ser realizado em horas, permitindo que os estudiosos se concentrem na interpretação e na análise”, escreveu a Academia de Ciências da Áustria.Metade dos brasileiros vê fim do papel moeda em uma década