As eleições ainda não terminaram, mas nomes para assumir o comando da Petrobras (PETR4) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro já circulam nos bastidores políticos e do mercado de energia.Segundo apuração do Valor Econômico, entre os possíveis candidatos estão o ex-presidente da Brava Energia (BRAV3), Décio Oddone; o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires; e o deputado federal reeleito Eduardo Pazuello (PL-RJ).As possibilidades, porém, permanecem no campo das especulações e podem mudar conforme a composição política de um eventual governo. Procurados pelo jornal, os nomes citados adotaram posições distintas: Oddone preferiu não comentar, enquanto Pires afirmou desconhecer qualquer indicação. Pazuello e Flávio Bolsonaro não haviam respondido até a publicação da reportagem original.Décio Oddone ganha força entre nomes do mercadoEntre os cotados, Décio Oddone é o nome com trajetória mais diretamente ligada à indústria de petróleo e gás.O executivo comandou a Brava Energia, companhia formada pela combinação entre 3R Petroleum e Enauta, e deixou o cargo de diretor-presidente no início de 2026, em um processo de sucessão planejado pela empresa. Richard Kovacs assumiu a posição em fevereiro daquele ano.Antes disso, Oddone foi diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de ter trabalhado na Petrobras e ocupado cargos ligados aos setores de petróleo, gás e infraestrutura.Sua experiência recente à frente de uma petroleira privada pode favorecer seu nome em uma eventual escolha, especialmente diante de discussões sobre eficiência operacional, investimentos e alocação de capital na estatal.Adriano Pires já esteve perto de assumir a PetrobrasOutro nome mencionado é o do economista Adriano Pires, fundador e presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), com atuação especializada em regulação e política energética.Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, Pires chegou a ser indicado para presidir a Petrobras. A indicação, no entanto, não avançou em meio a questionamentos sobre um possível conflito de interesses relacionado à sua atuação no setor privado.Sua experiência em política energética também o coloca no centro de debates sobre preços dos combustíveis, regulação e estratégia para a indústria de petróleo e gás.Pazuello representa uma alternativa de perfil mais políticoO terceiro nome citado é o do general da reserva e deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ).Diferentemente de Oddone e Pires, Pazuello não possui trajetória executiva comparável na indústria petrolífera. Sua atuação, entretanto, inclui participação em frentes parlamentares relacionadas aos setores de petróleo, gás e energia.O parlamentar também foi ministro da Saúde durante o governo Jair Bolsonaro e mantém proximidade com o núcleo político do bolsonarismo.Nesse cenário, uma eventual escolha de Pazuello poderia representar uma alternativa de perfil mais político para o comando da estatal, enquanto Oddone e Pires reúnem experiências mais diretamente relacionadas ao mercado de energia.Por enquanto, não há confirmação de uma indicação. Os nomes permanecem como possibilidades especulativas, e qualquer definição dependerá dos desdobramentos eleitorais e das articulações políticas em torno de um eventual governo Flávio Bolsonaro.