A semana do agro na Bolsa após o 1º turno: Camil (CAML3) dispara 25% e outras 5 ações sobem mais de 10%; um papel perde 5%

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A primeira semana após o primeiro turno das eleições terminou com ganhos para a maioria das ações do agronegócio acompanhadas pelo Agro Times. O resultado das urnas, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, colocou as perspectivas para a política econômica no centro das atenções dos investidores.No mercado, a expectativa de uma gestão fiscal mais restritiva em um eventual governo de oposição favoreceu os ativos brasileiros. A semana começou com forte alta do Ibovespa e queda do dólar, enquanto os investidores recalibravam suas posições para o segundo turno.Nesse ambiente, 12 dos 15 papéis do levantamento avançaram entre 5 e 9 de outubro. A liderança ficou com a Camil (CAML3), que disparou 25,22%. Outras cinco ações também registraram valorização superior a 10%: Cosan (CSAN3), 3tentos (TTEN3), Boa Safra (SOJA3), Minerva Foods (BEEF3) e Jalles (JALL3).O desempenho, porém, não foi uniforme. Na ponta negativa, Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) recuaram, assim como a MBRF (MBRF3).Camil lidera; Cosan e 3tentos completam o pódioA alta de 25,22% da Camil deixou a companhia com vantagem sobre a segunda colocada, a Cosan, que ganhou 16,13% na semana. A 3tentos completou o pódio, com valorização de 13,95%.Na sequência, a Boa Safra avançou 11,57%, seguida pela Minerva, com 10,57%, e pela Jalles, com 10,55%.Entre as empresas ligadas à produção agrícola, o saldo também foi positivo para BrasilAgro (AGRO3) e SLC Agrícola (SLCE3), que subiram 2,58% e 2,03%, respectivamente.Já no segmento de açúcar e etanol, além do avanço de dois dígitos da Jalles, a São Martinho (SMTO3) ganhou 3,86%, enquanto a Raízen (RAIZ4) encerrou o período com alta de 2,63%.Frigoríficos têm desempenho dividido; Suzano registra maior quedaEntre os frigoríficos, a Minerva liderou os ganhos, enquanto a JBS (JBSS32) avançou 4,89%. A MBRF, por sua vez, seguiu na direção contrária e recuou 1,16%.No grupo de papel e celulose, a Suzano registrou a maior baixa de todo o levantamento, de 5,88%. A Klabin perdeu 2,37%, enquanto a Irani (RANI3) se descolou das concorrentes e subiu 3,97%.As diferenças reforçam que a leitura do cenário eleitoral não produz um efeito único sobre o agro na Bolsa. Na avaliação do Citi, quatro fatores orientam a análise do setor nesse contexto: preços das commodities, juros, câmbio e fluxo de recursos. A combinação dessas variáveis ajuda a explicar por que as perspectivas precisam ser avaliadas companhia a companhia.Veja o desempenho das ações do agro na semanaEmpresaTickerVariação na semanaCamilCAML3+25,22%CosanCSAN3+16,13%3tentosTTEN3+13,95%Boa SafraSOJA3+11,57%MinervaBEEF3+10,57%JallesJALL3+10,55%JBSJBSS32+4,89%IraniRANI3+3,97%São MartinhoSMTO3+3,86%RaízenRAIZ4+2,63%BrasilAgroAGRO3+2,58%SLC AgrícolaSLCE3+2,03%MBRFMBRF3-1,16%KlabinKLBN11-2,37%SuzanoSUZB3-5,88%