Você segue pela rodovia, mantém a velocidade e, quase sem perceber, passa sob o pórtico. Não há cancela, ninguém entrega comprovante pela janela e nenhuma cabine obriga o carro a parar. Em poucos segundos, câmeras e sensores registram a passagem e a viagem continua. É justamente depois desse momento que surge uma das dúvidas mais comuns entre os motoristas: passei pelo Free Flow. E agora?Como funciona o pedágio eletrônicoNo pedágio eletrônico, a lógica é diferente da praça tradicional. O pagamento não precisa acontecer no instante da passagem. O veículo é identificado pelos equipamentos instalados no pórtico e, posteriormente, o registro pode ser consultado e a tarifa paga pelos canais disponíveis para cada trecho.Nas rodovias já integradas ao aplicativo CNH do Brasil, o motorista ganhou mais uma forma de acompanhar esse caminho. Desde 24 de agosto de 2026, a ferramenta permite consultar a situação das passagens e acessar o canal indicado para pagamento. A implantação da funcionalidade contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).Free Flow: como consultar e pagar a passagemEnquanto o veículo cruza a estrutura, sensores, câmeras e sistemas de leitura trabalham em conjunto para identificá-lo. Para quem utiliza TAG, o processo tende a acontecer automaticamente, de acordo com as condições contratadas junto à operadora do serviço. O dispositivo é reconhecido pelo sistema e a cobrança segue o modelo previsto no plano do usuário.Sem TAG, a placa entra em cena. Ela é identificada pelas câmeras do pórtico e associada à passagem realizada naquele trecho. A partir daí, o motorista deve acompanhar o registro e efetuar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária.Nas rodovias integradas à CNH do Brasil, o registro pode aparecer no aplicativo em até 24 horas após a passagem pelo pórtico. O caminho é simples: basta acessar o aplicativo, entrar em “Veículos” e selecionar “Pedágio Eletrônico”. A funcionalidade está disponível para quem utiliza a versão 7.3.0 ou superior do aplicativo e não exige cadastro específico para o serviço.Ali, as passagens ficam organizadas em ordem cronológica e podem ser filtradas por período ou situação. O registro pode aparecer como “em processamento”, “pendente de pagamento”, “paga” ou “vencida”. Se estiver em processamento, significa que as informações ainda estão sendo tratadas e a cobrança ainda não está disponível. Quando o status muda para pendente de pagamento, a tarifa já pode ser quitada.O motorista também consegue visualizar passagens anteriores, inclusive aquelas que permanecem pendentes ou já venceram. Nesse último caso, é necessário verificar a situação da cobrança e buscar a regularização diretamente pelos canais da concessionária responsável pelo trecho.Onde pagar a passagem pendenteQuando a passagem aparece como “pendente de pagamento”, o aplicativo apresenta a opção “Como pagar”. Ao selecionar o botão, o motorista é direcionado ao canal oficial disponibilizado pela concessionária responsável pela rodovia. É nesse ambiente que o pagamento deve ser realizado.O prazo para pagamento é de até 30 dias após a passagem. Um cuidado importante: o pagamento não é feito dentro do aplicativo CNH do Brasil. O aplicativo também não solicita dados de cartão para quitar a tarifa.Os meios disponíveis podem variar de uma concessionária para outra. Sites, aplicativos próprios, totens e outros canais podem ser utilizados, conforme a estrutura oferecida em cada trecho.A lógica é simples: a CNH do Brasil ajuda o motorista a localizar e acompanhar a passagem; a quitação acontece no ambiente oficial indicado pela concessionária.Para saber quais trechos utilizam o sistema, identificar a concessionária responsável e acessar outras informações sobre o pedágio eletrônico, o motorista pode consultar a página do Free Flow da ANTT: https://www.gov.br/antt/pt-br/free-flow/free-flow.O post Free Flow: o que fazer depois de passar pelo pórtico do pedágio eletrônico apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.