Anomalia magnética, amanhecer em Marte e chuvas de meteoros nos destaques da semana

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Nesta semana, exploramos os mistérios da Anomalia Magnética sobre o Brasil (agora dividida em duas), contemplamos um amanhecer sem filtro em Marte e tivemos acesso a 11 mil fotos inéditas da Lua obtidas pela missão Artemis 2, da NASA. Em destaque, também, o Nobel de Física e duas chuvas de meteoros!Anomalia magnética: pesquisadores querem entender o “calcanhar de Aquiles da Terra” bem em cima do BrasilPesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão desenvolvendo novos instrumentos para satélites com o objetivo de analisar detalhadamente a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA, na sigla em inglês).Trata-se de uma imensa região que apresenta um enfraquecimento acentuado no escudo magnético terrestre sobre o Brasil, outros países da América do Sul, o Oceano Atlântico e o sul do continente africano.Existe uma região onde a intensidade do campo magnético da Terra é menor. Ela fica sobre o sul do continente africano e da América do Sul e é chamda de Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA). – Crédito: Imagem gerada por IAO campo magnético atua como uma barreira de proteção fundamental para a Terra contra o fluxo contínuo de partículas vindas do Sol. De acordo com Gelvam André Hartmann, professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), “ele forma, juntamente com a atmosfera, a magnetosfera, que funciona como uma espécie de escudo, desviando grande parte dessas partículas e reduzindo sua interação direta com a atmosfera”.Em entrevista ao Olhar Digital, o especialista, doutor em geofísica, ressaltou a relevância dessa proteção para a estabilidade ambiental de longo prazo. “Essa proteção é particularmente importante porque o vento solar é capaz de interagir com as camadas superiores da atmosfera e, ao longo de longos intervalos de tempo, contribuir para a perda de partículas atmosféricas para o espaço. Portanto, o campo magnético é um dos fatores que ajudam a preservar as condições que tornam a Terra habitável”.Saiba mais aqui.Ainda sobre a SAMA, estudos recentes revelam que a anomalia desenvolveu um segundo centro de intensidade mínima, alterando o comportamento do escudo terrestre.Um artigo publicado recentemente no periódico Journal of Geophysical Research: Solid Earth aponta que essa divisão reflete o dinamismo das correntes de ferro líquido no núcleo externo. As variações profundas alteram as linhas de força na superfície, gerando configurações complexas que mudam com o tempo.A Anomalia Magnética do Atlântico Sul apresenta dois núcleos enfraquecidos, reflexo de mudanças profundas no interior da Terra. – Crédito: Imagem gerada por IASaiba mais aqui.NASA mostra foto de amanhecer em Marte sem filtro e surpreendeO rover Curiosity, da NASA, registrou uma imagem detalhada dos chamados yardangs, formações rochosas esculpidas pelo vento em Marte. As estruturas aparecem ao longe, sob a luz do início da manhã, em um panorama feito pelo veículo durante a exploração do Monte Sharp.O registro foi capturado em 11 de agosto pela câmera Mastcam e reúne seis fotografias unidas após o envio à Terra. Sem o tradicional balanço de branco, a imagem preserva a aparência do amanhecer marciano e pode ajudar os cientistas a investigar a origem dos yardangs.Saiba mais aqui.Nobel de Física celebra cientista que abriu uma nova janela para o Universo no gelo antárticoO belga naturalizado estadunidense Francis Halzen recebeu o Prêmio Nobel de Física de 2026 por seu papel na criação do IceCube, observatório instalado nas profundezas do gelo do Polo Sul, na Antártida, capaz de detectar neutrinos de alta energia e revelar novas pistas sobre os ambientes mais extremos do Universo. Halzen apresentou a ideia de transformar o gelo da Antártida em um enorme detector de partículas em 1988. Após anos de construção, o IceCube foi concluído em 2010, quando milhares de sensores passaram a ocupar cerca de um quilômetro cúbico de gelo.Francis Halzen, o idealizador do detector de neutrinos IceCube, que fica nas profundezas do gelo da Antártida, é o vencedor do Nobel de Física 2026. – Créditos: IceCube (Jeff Warneck/Shutterstock) / Francis Halzen (Divulgação) / Edição: Olhar DigitalSaiba mais aqui.Duas chuvas de meteoros podem ser vistas nos próximos dias; veja quando será mais fácil observarOs próximos dias reservam um espetáculo incrível para observarmos no céu. Na verdade, dois: as chuvas de meteoros Dracônidas e Táuridas do Sul. Chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa uma nuvem de detritos deixados por cometas. No caso da Dracônidas, esses fragmentos são provenientes do cometa 21P/Giacobini-Zinner. O nome dessa chuva é relacionado à constelação de Draco (ou Dragão), onde está localizado seu radiante, mais especificamente perto da cabeça do dragão.Já os meteoros do enxame Táuridas são formados pelos fragmentos do 2P/Encke, o segundo cometa periódico a ser descoberto (o primeiro foi o famoso 1P/Halley). O radiante dessa chuva fica na constelação de Touro (daí seu nome).Saiba mais aqui.E ainda:Mapa interativo mostra onde você sairia caso cavasse um túnel para o outro lado da TerraNASA libera 11 mil imagens inéditas da Lua feitas pela Artemis 2Terremoto de magnitude 7,6 atinge Panamá e provoca alerta de tsunamiO post Anomalia magnética, amanhecer em Marte e chuvas de meteoros nos destaques da semana apareceu primeiro em Olhar Digital.