Os freios de estacionamento eletrônicos trouxeram vantagens como menor complexidade mecânica e economia de espaço, mas também eliminaram a tradicional alavanca que permitia controlar as rodas traseiras manualmente. No Mustang, a Ford encontrou uma maneira de preservar essa interação sem abrir mão da tecnologia eletrônica. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Chamado de Freio Eletrônico para Drift, o sistema foi desenvolvido com a participação do piloto Vaughn Gittin Jr. e da RTR Vehicles. Apresentado em 2022 para a atual geração do Mustang, ele combina uma alavanca física com os componentes eletrônicos e hidráulicos responsáveis por acionar os freios traseiros.–Divulgação/FordNo uso convencional, a alavanca funciona como um freio de estacionamento elétrico comum. Um pequeno movimento para cima aciona o sistema, enquanto empurrá-la para baixo o libera. Continua após a publicidade A função de drift muda esse comportamento. Depois de selecionada no sistema multimídia, a alavanca passa a controlar progressivamente a pressão dos freios traseiros. Sensores identificam quanto e com que velocidade o comando foi puxado, enquanto o módulo de controle dos freios aciona os atuadores do ABS.–Divulgação/Ford Continua após a publicidadeAssim, uma puxada leve aplica pouca pressão, enquanto um movimento mais forte aumenta a frenagem até travar as rodas traseiras. Segundo a Ford, a força máxima pode ser quatro a cinco vezes maior que a de um freio de estacionamento manual convencional. O sistema ainda acende as luzes de freio durante a utilização. E, apesar de a alavanca não ter qualquer ligação mecânica com as rodas, seu peso e resistência foram projetados para lembrar o funcionamento de um freio de mão tradicional. Continua após a publicidadeFord Mustang Dark HorseDivulgação/FordA diferença é que, em vez de cabos transmitindo o movimento da alavanca para os freios, todo o comando é interpretado eletronicamente. Isso permite manter a praticidade e a força de um sistema elétrico, mas com o controle progressivo que fez do freio de mão um recurso tão popular entre os entusiastas.No Mustang, a solução é especialmente interessante porque permite iniciar derrapagens usando uma técnica que desapareceu de muitos carros modernos. A própria alavanca funciona como uma interface entre o motorista e os freios traseiros, reproduzindo a ação de um sistema mecânico sem depender dele. Continua após a publicidade–Fernando Pires/Quatro RodasA Ford, portanto, não simplesmente substituiu o freio de mão por um botão. Criou uma maneira de levar a experiência tradicional para um sistema eletrônico, mantendo justamente a característica que mais faria falta aos entusiastas. Publicidade