Mulher ‘criada por macacos’ em floresta diz que ficou aterrorizada ao se ver pela primeira vez num espelho

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Um pequeno pedaço de espelho encontrado em uma floresta da Colômbia provocou uma reação inesperada em Marina Chapman. Ela afirma que passou cerca de cinco anos praticamente sem contato com outras pessoas após ser sequestrada e abandonada ainda criança. Ao encontrar o objeto e observar o próprio rosto, conta que ficou assustada com a imagem.A reação estava relacionada à vida que Marina diz ter levado naquele período. Cercada principalmente por macacos-prego, ela afirma que observava os animais para aprender a encontrar alimentos e sobreviver e, com o tempo, passou a se identificar com o grupo.O susto ao encontrar o próprio reflexoMarina estima que tinha cerca de 4 anos quando foi sequestrada na Colômbia. Segundo seu relato, brincava perto de casa quando foi levada por desconhecidos e, ao recobrar a consciência, estava sozinha em uma região de floresta.Foi ali que encontrou um grupo de macacos-prego e passou a observar e reproduzir comportamentos dos animais para sobreviver. Ela afirma que aprendeu a procurar alimentos, subir em árvores e reconhecer alguns dos sons emitidos pelo grupo.Leia Mais: Super El Niño: ondas de calor no Brasil aumentam a cada fenômeno; é o evento com ligação mais clara com a mudança climática Quando os reis morriam, os servos eram sacrificados no Antigo Egito, apontam novas evidências descobertas em análise de restos humanos Brasil nunca ganhou, mas já teve grandes nomes indicados ao Prêmio Nobel; veja quem são Durante esse período, Marina encontrou um pedaço de espelho. Ao olhar para o objeto, conta que se assustou com o próprio reflexo, pois esperava ter uma aparência semelhante à dos animais com os quais convivia. A imagem teria mostrado um rosto que, segundo ela, não via havia anos.Uma história contada décadas depoisA história de Marina ganhou projeção internacional em 2013, com a publicação da autobiografia “The Girl With No Name”, escrita com a participação da filha Vanessa James e da autora Lynne Barrett-Lee. No livro, ela relata o sequestro e os cerca de cinco anos que afirma ter passado na floresta colombiana.Naquele mesmo ano, sua trajetória foi tema do documentário “Woman Raised By Monkeys”, da National Geographic. A produção acompanhou Marina em uma viagem à Colômbia e investigou partes de sua história, mas não conseguiu comprovar todos os acontecimentos narrados por ela.Embora sua trajetória e a publicação do livro sejam documentadas, não há confirmação independente de tudo o que Marina afirma ter vivido na floresta. Por isso, episódios daquele período, incluindo a convivência com os macacos, são apresentados a partir de seu próprio relato.Da floresta a uma nova vida na InglaterraSegundo Marina, sua passagem pela floresta terminou após o encontro com caçadores. Ela relata que foi levada para Cúcuta e, depois, passou por diferentes situações de vulnerabilidade, incluindo um período vivendo nas ruas e trabalhando para famílias.Mais tarde, foi acolhida por uma família e viajou para a Inglaterra como babá. Marina se estabeleceu em Bradford, onde se casou, teve duas filhas e trabalhou como cozinheira.Décadas depois, suas lembranças deram origem ao livro que tornou sua história conhecida internacionalmente. Entre elas está o episódio do espelho, que Marina ainda recorda como o momento em que, após anos convivendo com os primatas, se deparou novamente com a própria imagem.