Ibovespa perde fôlego pelo 2º dia e cai abaixo dos 205 mil pontos; VALE3 e bancos pesam

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Ibovespa perde fôlego pelo 2º dia e cai abaixo dos 205 mil pontos; VALE3 e bancos pesamA segunda-feira histórica começa a ficar mais distante no retrovisor. O Ibovespa caiu 0,74% nesta quarta-feira (7), aos 204.302,33 pontos, perda de 1.532,96 pontos, e engatou a segunda queda consecutiva depois do salto de 7,70% registrado no primeiro pregão após as eleições. Vale (VALE3) e os grandes bancos estiveram entre os principais pesos negativos da sessão.Depois da euforia eleitoral, o mercado entrou em uma espécie de compasso de espera. Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, avalia que o movimento ainda é de realização depois da forte valorização de segunda-feira, quando aproximadamente R$ 10 bilhões de capital estrangeiro entraram na bolsa.“O fluxo estrangeiro foi importante nesse movimento, enquanto o investidor local, pelos dados observados, ficou mais na ponta vendedora. Apesar da entrada relevante, o volume ainda é pequeno diante do potencial de fluxo para o mercado brasileiro. Agora, porém, faltam novos gatilhos para sustentar a alta”, afirma Bresciani.Para o analista, as próximas pesquisas eleitorais, declarações dos candidatos e, principalmente, sinais sobre a condução fiscal devem continuar ditando o ritmo dos ativos brasileiros.VALE3 e bancos puxam Ibovespa para baixoVale (VALE3) caiu 2,30% e completou a terceira sessão consecutiva no vermelho. Entre os bancos, Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,87%, Bradesco (BBDC4) recuou 3,68%, Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 2,66% e Santander (SANB11), 1,01%. B3 (B3SA3) cedeu outros 1,54%.Embraer (EMBJ3) apareceu entre as maiores pressões, com queda de 5,11%, enquanto Hapvida (HAPV3) perdeu 4,59%.Na contramão, Petrobras (PETR4) avançou 0,95%. Magazine Luiza (MGLU3) ganhou 5,09%, MBRF (MBRF3) subiu 4,10% e Minerva (BEEF3) avançou 2,22%.Bresciani destaca que empresas mais sensíveis aos juros continuam encontrando espaço para avançar diante das expectativas de taxas menores. Ainda assim, diz que, sem novas pesquisas ou sinalizações mais claras sobre os cenários eleitoral e fiscal, “falta um catalisador para que a bolsa retome um movimento mais consistente de alta”.Cotação do dólar hojeDepois de três sessões de valorização do real, o dólar comercial voltou a subir e fechou em alta de 0,70%, a R$ 5,011, recuperando a marca dos R$ 5.Os juros futuros, por sua vez, terminaram o pregão sem direção única, em contraste com as fortes quedas observadas depois do primeiro turno.Maiores altas e baixasEntre os destaques positivos do dia, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 5,09%, seguida por MBRF (MBRF3), com +4,10%, e Minerva (BEEF3), com +2,22%. Petrobras (PETR4) avançou 0,95%.Na ponta negativa, Embraer (EMBJ3) despencou 5,11%, Hapvida (HAPV3) caiu 4,59%, Bradesco (BBDC4) perdeu 3,68%, Itaú (ITUB4) recuou 2,66% e Vale (VALE3) cedeu 2,30%.Fechamento das bolsas americanasWall Street também terminou no vermelho nesta quarta-feira, pressionada pela alta dos rendimentos dos Treasuries. O rendimento do título de dez anos chegou a 5,36% durante o pregão, maior nível desde 2002, antes de devolver parte do avanço.Dow Jones: -0,66%, aos 51.179,87 pontosS&P 500: -0,22%, aos 7.801,77 pontosNasdaq: -0,22%, aos 27.538,69 pontosA ata da reunião de setembro do Federal Reserve mostrou que os dirigentes ainda enxergam possibilidade de aperto monetário adicional, embora permaneça incerteza sobre os próximos passos. O mercado reduziu para 17,2% a probabilidade de nova alta dos juros já em outubro.No Brasil, as atenções se voltam agora para a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno, prevista para quinta-feira (8), enquanto investidores seguem buscando pistas sobre as propostas fiscais dos dois candidatos.A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de terça-feira (6), foi de 205.835,29 pontos, com queda de 0,52%.