Casas Bahia: fundo imobiliário entra com ação de despejo por dívida de R$ 4,3 milhõesO fundo imobiliário HSLG11 (HSI Logística) informou nesta sexta-feira (9) que a Casas Bahia não pagou R$ 4,3 milhões em aluguéis referentes a setembro. Diante da inadimplência, o fundo ajuizou ação de despejo por falta de pagamento contra a varejista, conforme fato relevante encaminhado ao mercado.O valor exato cobrado é de R$ 4.303.920,14, com vencimento em 7 de outubro. A pendência envolve dois centros logísticos ocupados pela Casas Bahia, localizados em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR), segundo o comunicado.A ação judicial foi protocolada em 8 de outubro, um dia após o vencimento. De acordo com a administradora e a gestora, a iniciativa busca resguardar os interesses dos cotistas, sem descartar a adoção de outras medidas judiciais ou extrajudiciais.Fundo imobiliário exposto à Casas BahiaA inadimplência ocorre após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, apresentado em agosto. Na ocasião, fundos imobiliários com exposição à varejista registraram oscilações em suas cotas no pregão.Dados do relatório gerencial de julho apontavam que a Casas Bahia respondia diretamente por 27,6% da receita contratada do HSI Logística. Ao considerar áreas sublocadas, cujo pagamento segue sob responsabilidade da varejista, essa participação alcançava 30,9%.Os dois imóveis relacionados à cobrança somam aproximadamente 166,2 mil metros quadrados de área bruta locável. O ativo de Contagem reúne cerca de 92 mil metros quadrados, enquanto o de São José dos Pinhais possui aproximadamente 74,2 mil metros quadrados, conforme informações previamente divulgadas sobre os empreendimentos.HSI Logística não informa impacto nos dividendosNo fato relevante, a administração esclareceu que o aluguel em aberto constitui crédito extraconcursal, por ter vencido após o pedido de recuperação judicial da locatária. Essa classificação indica que o crédito não se submete aos efeitos da recuperação judicial nas mesmas condições das dívidas anteriores ao processo.O comunicado não traz estimativas sobre eventuais impactos nos próximos dividendos, nem prazo para a recuperação dos valores. A administradora e a gestora do fundo também não indicaram previsão para a conclusão da ação de despejo.Em 17 de agosto, após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, o fundo encerrou o pregão com queda de 4,35%, cotado a R$ 79,75.