A Oi reportou prejuízo de R$ 36,4 bilhões em 2025, ante um resultado positivo de R$ 9,61 bilhões registrado em 2024, em meio às dificuldades que levaram ao processo de falência da companhia de telecomunicações. Após diversos adiamentos, a companhia divulgou na noite de quarta-feira (7) relatório de resultados, que mostrou receitas de R$ 2,59 bilhões ao longo do ano de 2025, uma queda de 18% na comparação anual, com efeitos da redução de operações e vendas de ativos. Os números da companhia sofreram com as dívidas após a conclusão do processo de recuperação judicial e perdas na equivalência patrimonial. No ano de 2025, o resultado financeiro consolidado ficou negativo em R$ 33,2 bilhões, enquanto em 2024 o resultado foi positivo em R$ 12,2 bilhões. Em razão da falência da Oi, a B3 determinou o cancelamento da listagem da companhia, levando as ações OIBR3 e OIBR4 a deixarem de ser negociadas na bolsa.Falência da OiA Oi e suas subsidiárias tiveram falência confirmada pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após julgamento realizado em 25 de agosto. A telecom, que já chegou a ser considerada a maior operadora da América Latina, enfrentou duas recuperações judiciais na última década, com a segunda iniciada em 2023.Em meio às dificuldades, a empresa teve a falência decretada pela Justiça em novembro de 2025, por esvaziamento patrimonial e inviabilidade comercial. No entanto, essa decisão foi suspensa após bancos recorrerem.À época, o Bradesco defendeu que a quebra da companhia de telecomunicações não seria a medida mais benéfica para atender os credores e destacou que a falência não protegia os envolvidos, dada a relevância dos serviços prestados pela Oi.Já o Itaú colocou que a recuperação judicial deveria ser mantida, uma vez que a falência acarretaria prejuízos potencialmente mais graves aos credores e clientes.Com a suspensão decorrente dos recursos, a Oi pôde retornar ao processo de recuperação judicial, que visava preservar a continuidade e transição de serviços essenciais.O julgamento da falência em segunda instância teve início no fim de junho; no entanto, foi interrompido por pedido de vista de um desembargador. Após o julgamento desta terça, houve decisão pela manutenção da falência.A desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, relatora do processo, votou para rejeitar os recursos apresentados pelo Itaú e Bradesco. Após o pedido do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior de mais tempo para analisar o caso (pedido de vista), o julgamento foi retomado pela 1ª Câmara do TJ/RJ e os desembargadores decidiram rejeitar os recursos dos bancos.Com isso, a decisão da primeira instância que havia decretado a falência da Oi foi mantida.Por dentro dos mercadosReceba gratuitamente as newsletters do Money TimesOBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.