Líder do PCC, Leo do Moinho é condenado a 21 anos de prisão em SP

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A Justiça de São Paulo condenou, nesta terça-feira (6), Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Leo do Moinho”, a 21 anos de prisão por organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele é apontado como uma das principais lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) na Favela do Moinho, região central da capital paulista.Além da pena de prisão, Moja terá de pagar 2.350 dias-multa, de um salário mínimo cada, e R$ 1 milhão por danos morais coletivos.A decisão, à qual a CNN Brasil teve acesso, aponta que a facção criminosa utilizava a Favela do Moinho como centro de armazenamento, preparação e distribuição de drogas destinadas à Cracolândia.Segundo a Justiça, a atuação do grupo não se restringia à comercialização de entorpecentes na comunidade, mas fazia parte de uma estrutura que abastecia um dos principais polos de consumo e tráfico da capital. Leia Mais Monitoramento flagra ação do tráfico na Lapa; gerente é preso no Rio Doleira da Lava Jato recebia para criar 'estrutura contábil' do PCC Líder do CV e dono de "bocas de fumo" é preso pela quarta vez no Rio SP: Operação na Favela do Moinho deixa um morto | AGORA CNN Essa dinâmica, segundo o magistrado, fomentou a degradação do espaço urbano, intensificou a circulação de drogas e crimes associados, e ampliou a insegurança da população que residia, trabalhava ou transitava pelo centro de São Paulo.Confisco de bens e demais condenaçõesA Justiça determinou ainda o perdimento do estabelecimento Ferro Velho Moinho em favor do Estado de São Paulo.De acordo com a sentença, mesmo que não tenha sido comprovada em grau suficiente para condenação a operação específica de lavagem de dinheiro descrita na denúncia, o empreendimento estava inserido na estrutura econômica do PCC e era administrado por integrantes do grupo.Quanto à Hospedaria Barão de Piracicaba, a jsutiça determinou a liberação das restrições e bloqueios sobre o imóvel. Segundo a sentença, não houve imputação criminosa aos proprietários nem evidências de conexão deles com os crimes investigados.Além de Leo, outras cinco pessoas foram condenadas no processo, inclusive Jefferson Francisco Moja Teixeira, acusado de comandar as atividades ilegais na ausência de Leo do Moinho.Quem é Léo do MoinhoDe acordo com as autoridades, além de chefe da facção na favela do Moinho, Leo também operava na Baixada Santista e fazia parte da “sintonia” do PCC.Em 2024, Moja foi preso no âmbito da Operação Salus et Dingitas, que mirava desarticular a logística do crime organizado em diferentes pontos da região central da capital.À época, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que o homem era proprietário de hotéis e estabelecimentos comerciais no centro de São Paulo, registrados em nome de laranjas, e que eram considerados pontos de tráfico de drogas.Na sua primeira detenção, em 2021, Leo Monteiro Moja foi preso em Praia Grande, no litoral paulista, em um apartamento de luxo. Na época, as investigações revelaram que ele era o porta-voz do PCC na Favela do Moinho.A CNN Brasil tenta localizar a defesa do acusado. O espaço segue aberto.