Quando o assunto é investir, os investidores querem saber quanto um ativo vai render. Mas será que só a rentabilidade é suficiente para definir uma boa decisão de investimento?Um estudo realizado pela B3 em parceria com a Bridge Research, em 2024, identificou nove perfis de investidores brasileiros a partir de seus comportamentos, hábitos, objetivos e da composição de suas carteiras. O levantamento buscou compreender o que está por trás da escolha de um ativo e como diferentes investidores tomam decisões financeiras. Apesar das particularidades de cada perfil, há um ponto em comum: a busca por rentabilidade permanece entre os principais fatores considerados na alocação de recursos, ocupando no mínimo, 54% do foco de cada um dos perfis para tomada de decisão, podendo chegar a até 72%. Mas a evolução do mercado tem ampliado o debate para uma questão menos imediata e mais estratégica: a construção de patrimônio.Essa mudança de perspectiva é especialmente visível entre investidores mais sofisticados, para os quais a análise de um investimento não se limita ao potencial de retorno. Aspectos como liquidez, diversificação, horizonte de investimento e adequação aos objetivos financeiros ganham espaço na tomada de decisão. Sob essa ótica, patrimônio não é apenas uma coleção de ativos, mas a capacidade de estruturar recursos de forma a preservar conquistas, viabilizar projetos futuros e sustentar objetivos que evoluem ao longo da vida e atravessam gerações. Além da taxa nominal: retorno é importante, mas não o único fator para uma gestão eficiente Em momentos de juros elevados, é comum que investidores voltem sua atenção para produtos com rentabilidades acima da média. Mas uma taxa atrativa, isoladamente, nem sempre é sinônimo de uma boa decisão financeira.Isso porque retorno e risco costumam caminhar juntos. Em geral, investimentos que oferecem remuneração superior exigem alguma contrapartida, seja um prazo mais longo, menor liquidez ou maior exposição ao risco de crédito. Além disso, a qualidade de uma aplicação não depende apenas do quanto ela pode render, mas de sua capacidade de atender aos objetivos do investidor.A diversificação também faz parte dessa equação. Em vez de concentrar recursos na maior taxa do momento, investidores que possuem uma estratégia patrimonial avaliam como cada ativo contribui para o equilíbrio da carteira. Afinal, tributação, inflação, custos e horizonte de investimento podem reduzir o retorno efetivo e mostram que a rentabilidade é apenas uma das variáveis de uma estratégia patrimonial consistente. Patrimônio como estratégia de longo prazo À medida que o patrimônio cresce e os objetivos se tornam mais complexos, as decisões financeiras também tendem a evoluir. Questões como proteção patrimonial, planejamento tributário, sucessão e geração de renda futura passam a dividir espaço com a busca por retornos. Nesse contexto, o desafio deixa de ser apenas encontrar boas oportunidades de investimento e passa a ser coordenar diferentes decisões financeiras para que elas trabalhem em favor de um mesmo objetivo, evitando concentrações excessivas, reduzindo ineficiências e mantendo equilíbrio, proteção e disponibilidade dos recursos.Isso não significa desistir de olhar a performance de cada um dos produtos. Um investimento pode, por exemplo, não ser o mais rentável da carteira e ainda assim desempenhar um papel importante na estratégia patrimonial, contribuindo para diversificação, liquidez ou proteção.No Itaú Personnalité, a construção de patrimônio é mais que a busca pelas oportunidades mais rentáveis do mercado. Com o apoio de uma assessoria especializada, cada decisão de investimento é analisada dentro de um contexto mais amplo, que considera objetivos de vida, perfil de risco, prazo e composição patrimonial. A rentabilidade é parte fundamental na estratégia de carteira, equilibrando crescimento, proteção e eficiência na gestão do patrimônio ao longo do tempo. “A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”