BTHF11 lucra R$ 18,22 milhões e dividendos rendem 1,16%O fundo imobiliário encerrou agosto de 2026 com resultado de R$ 18,226 milhões, equivalente a R$ 0,089 por cota, segundo o relatório mensal de setembro. O desempenho ficou abaixo dos R$ 20,535 milhões observados no período anterior.As receitas totais atingiram R$ 19,970 milhões. Desse total, R$ 16,656 milhões vieram de fontes recorrentes, enquanto R$ 3,314 milhões tiveram caráter não recorrente, conforme a gestão.Com tanta incerteza no Brasil, muita gente desistiu da bolsa. A Suno não. Na maior Black Friday da nossa história, vamos provar com dados por que investir no longo prazo em boas empresas ainda é a melhor estratégia. Live gratuita, 04/11, às 20h. Clique e inscreva-se.Entre os componentes extraordinários, o fundo registrou R$ 3,243 milhões em resultado com operações envolvendo CRIs. As despesas totais do mês somaram R$ 1,744 milhão, reduzindo o montante disponível para distribuição.Apesar do resultado de R$ 0,089 por cota, os dividendos foram mantidos em R$ 0,101 por cota. No total, R$ 20,791 milhões foram destinados aos investidores no período, preservando a consistência das distribuições.O pagamento permaneceu dentro do guidance para o segundo semestre de 2026, que prevê distribuições mensais entre R$ 0,100 e R$ 0,105 por cota. A administração reiterou a faixa como referência para o período.Com base no preço de mercado de R$ 8,70 considerado no relatório, o dividendo representou dividend yield mensal de aproximadamente 1,16%. Em termos anualizados, o indicador informado pela gestão foi de 14,85%.De janeiro a agosto de 2026, o fundo acumulou resultado de R$ 158,462 milhões, ou R$ 0,770 por cota. As distribuições no mesmo intervalo somaram R$ 166,324 milhões, o equivalente a R$ 0,808 por cota.Exposição a FIIs de crédito cresceA carteira encerrou agosto com 43% do patrimônio alocado em FIIs de tijolo, 24% em FIIs de papel e 23% em CRIs. O restante estava distribuído entre caixa, com 7%, ativos reais, com 2%, e ações, com 1%.No mercado secundário, aproximadamente R$ 25 milhões foram movimentados ao longo do mês. As operações resultaram em recomposição líquida de R$ 15,8 milhões no caixa, enquanto a gestão aproveitou descontos para aumentar a exposição a cotas de FIIs de CRIs.No mercado primário, o fundo participou do follow-on do URPR11. A decisão considerou que o portfólio estava sendo negociado com desconto elevado em função da necessidade de recursos para conclusão de obras. Segundo a gestão, a capitalização tende a contribuir para finalizar os empreendimentos e para a geração de valor dos ativos.Entre os FIIs de tijolo, a maior posição era BTRU11, com 11,24% do patrimônio, seguida por BTHI11, com 5,93%, e HTMX11, com 4,24%. Na parcela de papel, IRIM11 representava 10,01%, enquanto o fundo citado no follow-on respondia por 6,26%. Em conjunto, FIIs de tijolo e papel correspondiam a 67,3% do patrimônio.A carteira de crédito reunia 37 CRIs avaliados em aproximadamente R$ 444 milhões. As posições em FIIs e ações abrangiam 49 ativos e totalizavam cerca de R$ 1,35 bilhão. Outros dois imóveis classificados como ativos reais somavam aproximadamente R$ 36 milhões.Entre essas exposições, havia uma operação estruturada para aquisição de 76% do Shopping Pátio Cianê, em Sorocaba (SP). O fundo também mantinha exposição à Torre B do EZ Tower por meio de um FII monoativo sob seu controle, o que resultava em participação indireta de 4% no edifício, cuja ocupação estava em 91%.