Cyber Mission: Anthropic anuncia iniciativa para usar IA na defesa cibernética

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A Anthropic apresentou nesta quinta-feira (8) a “Cyber Mission”, iniciativa de longo prazo para expandir e gerenciar o uso de inteligência artificial na segurança cibernética de sistemas dos quais todos dependem. O plano é disponibilizar modelos de alta capacidade para o aprimoramento de ferramentas de defesa por meio de acessos controlados.De acordo com a startup, esses recursos avançados “ainda não chegaram a um número suficiente de defensores que precisam delas”, enquanto os ataques têm se tornado mais sofisticados aproveitando as próprias soluções de IA. Com isso, será possível identificar vulnerabilidades e lançar respostas com maior agilidade e rapidez.Protegendo infraestruturas críticasO projeto foi desenvolvido para atuar em duas frentes principais no momento inicial: infraestrutura crítica e software de código aberto. No primeiro caso, a iniciativa vai abordar a defesa de operadores de redes elétricas, sistemas de água, de transporte e de plataformas governamentais.Com o Programa de Defesa de Infraestrutura Crítica (CIDP), a desenvolvedora vai fornecer modelos Claude de ponta para engenheiros que trabalharão em conjunto com operadores na busca por ameaças cibernéticas;A Anthropic lembra que esses sistemas essenciais não podem ser desligados para a aplicação de correções, abrindo caminho para que vulnerabilidades sigam sem solução por anos;No entanto, a IA avançada permite agilizar o trabalho, reforçando a proteção de plataformas que atendem milhões de pessoas;O CIDP tem a participação de empresas como PwC, Accenture, Deloitte, Hitachi, Palo Alto Networks e Rockwell Automation, entre outras.We’re launching the Anthropic Cyber Mission, a new effort to secure critical infrastructure and open-source software.https://t.co/0tz0ARAEMj— Anthropic (@AnthropicAI) October 8, 2026Esses parceiros, que atuam em diferentes áreas, vão combinar conhecimentos em monitoramento de ameaças, segurança de redes industriais, consultoria e fabricação de equipamentos com a alta capacidade de modelos avançados para analisar amplos volumes de dados e identificar falhas. O trabalho já está em andamento.Algumas dessas companhias usam o Claude para corrigir vulnerabilidades e ajudar os clientes a fazerem o mesmo. O grupo de fornecedores pode ser ampliado à medida que os participantes estabeleçam as melhores estratégias para cada tipo de trabalho.À procura de falhas em sistemas de código abertoO objetivo é realizar uma triagem em larga escala nos softwares de código aberto na segunda frente em que a iniciativa Cyber Mission da Anthropic estará envolvida. O trabalho, gratuito, acontecerá periodicamente com a utilização de modelos de ponta.O serviço será disponibilizado por meio do OSS Scaner, que distribuirá relatórios completos aos projetos inscritos voluntariamente. Esses documentos terão a descrição da falha encontrada no código, uma demonstração de como o problema pode ser explorado e sugestão de correção, se disponível.“Esperamos uma taxa de verdadeiros positivos acima de 90% e trabalharemos para melhorar essa taxa e a qualidade das correções ao longo do tempo”, afirmou a startup, em comunicado. Ela acredita que, em dois anos, a “IA favorecerá a defesa” com os aprimoramentos oferecidos.Siga no TecMundo e conheça a Claude Academy, outra iniciativa da companhia que traz cursos gratuitos de IA.